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Cinema: Crítica – O Livro do Amor (2022)

Epá! Com uma sinopse destas estava à espera de um filme engraçado! Mas “O Livro do Amor” realizada por Analeine Cal y Mayor parece contentar-se com o genérico.

Digam-me lá se isto não é o movie pitch perfeito: Escritor solitário publica o primeiro livro no seu país natal e o livro é um fracasso de vendas. Mas no México o livro é um sucesso absoluto, contudo apenas porque… a tradução alterou praticamente tudo do original… 

O potencial de comédia contido nesta breve descrição da história do filme é imenso, e o de romance também! Já que o escritor e a tradutora podem aprender muito um com o outro. Porém… Se este filme era suposto ser side-splitting então é um fracasso absoluto. E o pior é que o trailer fá-lo parecer hilariante. Por isso a minha inegável decepção. Mas, se o filme não perde tempo na comédia, opta em focar-se no quê?

Ora como não podia deixar de ser, na parte romântica, mas essa… essa também deixa a desejar… E por isso as virtudes deste filme estão escondidas em alguns (escassos) momentos, ainda por cima curtos. Tudo o resto são coisas que já vimos em outras comédias românticas. Mas isso por si só, não é um defeito. Aliás, convenhamos, o género rom-com deve ser um dos mais homogêneos de todos os géneros cinematográficos existentes. Mas o que fazer? Funciona. Esses filmes agarram-nos sempre, ou por serem engraçadíssimos, ou por nós sermos uns corações moles sem nenhum respeito por nós mesmos.

Só para saberem o que esperar deste filme, estou neste preciso momento a ter sérias dificuldades a escrever sobre ele, e passou-se um pouco mais de um dia desde que o vi. Dentro de uma semana, conseguirei apenas me lembrar o quão invulgarmente rápido apanhei o metro para ver o filme. 

Mas se não me recordo do grosso do filme por este ser esquecível (perdoem-me o pleonasmo). E também, mas não só por isso não tenho nada de mais para falar sobre ele. Tenho sim muito para expor sobre as partes estranhas, estúpidas, e exageradas do filme (os 3 E’s dos filmes medíocres). 

  1. Mas desde quando é que um filme sente-se na obrigação de justificar o gosto por certas pessoas por literatura erótica, young-adult, ou qualquer outro género popular no Wattpad? E ao mesmo tempo insultar e desconsiderar literatura clássica, ou escrita no (no ou num?) estilo clássico? Não vou ser o cavaleiro paladino salvador dos livros clássicos anglo-saxónicos… Só vou dizer à tradutora mexicana (a que transformou o livro original em algo “spicy”) que, se ela dissesse: [A explicar porque é que as suas alterações ao livro são justificadas] “Oh meu Deus! No Capítulo 6 não acontece nada! Como é que tu passas uma página inteira a descrever uma bicicleta?”. A uma professora de Português, ela levava uma (não vou dizer merecida, deixo ao critério do leitor) estalada em dois tempos… E se fosse aluna um grandíssimo zero no final do ano.
  2. O final… Oh o final. Como as pessoas gostam de finais espalhafatosos… Infelizmente não estou com forças para descrevê-lo

O Livro do Amor

Interrupção da contagem. Mas espera lá, se eu não escolho não contar o final, isso significa que… terá de ver. E isso significa que… O filme é aceitável, é aceitável… Pode ver o filme, tem a minha autorização.

2/4 – Estrelas

A 28 DE JULHO NOS CINEMAS

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