Cinema: Crítica – O Apelo Selvagem

Todos os anos, como habitual, surgem nos cinemas e na televisão um sem número de adaptações de livros. Neste caso, “O Apelo Selvagem” trata-se de uma adaptação do livro de Jack London. Mas será esta uma boa adaptação ou apenas uma daquelas que facilmente são esquecidas?

A história do filme passa-se principalmente no Alasca, na altura em que a corrida ao ouro começou. Buck, um amigável e gigante cão foi levado para lá e, depois de vários encontros ao acaso acaba por travar uma bela amizade com John Thornton, a personagem de Harrison Ford e, juntos partem numa aventura de autodescoberta.

Em termos  visuais admito que fiquei espantado! As minhas expectativas para o filme eram baixas, diga-se de passagem. Mas, fiquei encantado como conseguiram fazer com que  os momentos passados na neve fossem belos, assim como aqueles em que nos encontramos numa floresta e vemos vários animais, todos eles animados em CGI, que tornam o cenário num local cheio de vida e que nos leva a querer estar ali. Aliás, o mais interessante mesmo é também verificar que Buck, também ele em CGI, está completamente integrado nas cenas do filme em que participa. É impossível não parar uns minutos e pensar que aquele cão gigante é mesmo real e que foi brilhantemente treinado para o que faz durante o filme.

Sonoramente também é um filme que impressiona. A forma como ouvimos o som da água a correr, o som da neve enquanto alguém caminha nela ou, até mesmo, gelo a quebrar. A banda sonora por si só, faria o filme. A escolha de música é perfeita para cada momento e, até músicas épicas quando necessárias tornam ainda mais especial este filme.

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Porém, o ponto mais importante da película é definitivamente as personagens. O facto de o filme se focar na autodescoberta e na preservação da natureza acaba por influenciar muito as características que cada personagem tem. Por um lado, a personagem de Dan Stevens é aquele vilão que odiamos simplesmente porque pensa que é um génio e ninguém lhe pode dizer nada. Porém, sentimos toda essa característica dele ao longo das cenas que vemos no filme. Por outro lado, a personagem de Omar Sy começa muito bem, mas, 10 minutos depois passa de bestial a besta. Tanta alegria vida de uma só personagem faz com que nos enjoemos dele rapidamente. Por fim, a personagem de Harrison Ford: o que Ford faz com ela é de aplaudir! Sentimos a sua dor ao longo do filme e, ao percebemos como vai encontrado forças para se unir a Buck é algo de fantástico. É daquelas personagens que poucos irão recordar de todos os papeis que Ford fez, mas, aqueles que se recordarem vão estimar a personagem.

Resta concluir que, “O Apelo Selvagem” é uma boa adaptação e surpreende qualquer um que a for ver sem aviso prévio para o que vai. Chris Sanders fez um trabalho magistral com esta adaptação.

Nota final: 7/10

O Apelo Selvagem estreia a 20 de fevereiro nas salas de cinema portuguesas

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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