Cinema: Crítica – Meg: Tubarão Gigante (2018)

Os tubarões têm sido uma espécie de moda, quase da mesma forma como os vampiros também tiveram a sua dose de filmes na última década. Meg: Tubarão Gigante estreia a 23 agosto 2018.

Num mundo em que o Shark Week continua a ser das semanas que os norte-americanos se deixam fascinar por esta criatura marinha e o Sharknado vê o seu fim no sexto filme, a ser exibido em Portugal em breve, é apenas natural que o tubarão encontre um caminho para aparecer novamente no grande ecrã.

Deem as boas vindas ao Meg: Tubarão Gigante!

O filme conta a história dum grupo de investigadores marinhos que descobrem novas espécies sob uma nuvem gelada a quase 11.000 metros debaixo de água. Estes ficam presos depois de terem sido atacados por o que parece ser um tubarão gigante, ou o chamado megalodon.

Liderado por Jonas Taylor (Jason Statham), um homem que deu de caras com o tubarão previamente mas desacreditado como se fosse um louco, a missão de salvamento é um sucesso, mas, no caminho de volta, Meg aproveita a ruptura temporária da nuvem e causa o caos na água.

Statham faz novamente o papel do herói de acção típico, no qual já ninguém o via assim a divertir-se desta forma há anos, fora das sequelas que deu continuidade.

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Do outro lado, o elenco variado vai dando cartas para que haja alguma dinâmica, a realização de Jon Turteltaub (O Tesouro) faz o filme andar para a frente a cada 5 segundos, dando um sentido de urgência ao tempo disponível para eliminar a ameaça.

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Desde one-liners com piada, a risos nervosos, ver Meg: Tubarão Gigante em IMAX 3D traz alguns benefícios adicionais, sobretudo porque a experiência neste caso é imersiva.

No entanto, o filme também tem algumas inconsistências científicas e outras que causam plot holes do tamanho de uma bola de neve, que força o espectador a acreditar um pouco demais naquilo que está a ver.

Naturalmente, não estamos perante nenhum Tubarão nem nenhum futuro clássico. Aliás, ninguém o espera. Mas há algo estranhamente confortante neste filme que certamente poderá um dia ser de culto, com todo o seu feel de filmes de série-B, mas que faz bom uso do seu orçamento superior.

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Apesar dos seus defeitos, é aí que Meg: Tubarão Gigante ganha.

Nota: 6/10

Ricardo Du Toit

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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