Cinema: Crítica – Kin – Arma Letal (2018)

Dois irmãos tentam escapar a dois soldados do futuro que estão numa busca implacável pela sua arma. Kin – Arma Letal estreia a 6 de setembro nos cinemas.

Kin - Arma Letal estreia a 6 de setembro nos cinemasKin – Arma Letal conta a história de um rapaz, Eli (Myles Truitt), que encontra uma arma altamente perigosa e futurística. Em conjunto com o seu irmão, Jimmy (Jack Reynor), irá fugir a um par de soldados de outro mundo, a um cruel criminoso e forças policiais.

Kin – Arma Letal apresenta de imediato uma história misteriosa e cativante, no entanto, executada de um modo desapontante. O filme começa com Jimmy a voltar da prisão e a tentar reconciliar-se com o jovem protagonista, Eli, e o seu pai, Hal (Dennis Quad). Apesar de estar livre, continua com os seus problemas monetários, devendo uma grande quantia a um criminoso, interpretado por James Franco. Inicialmente, tornamo-nos bastante simpatizantes da personagem fraterna, o que origina um conjunto de emoções quando esta tem um fim inesperado.

Kin - Arma Letal estreia a 6 de setembro nos cinemas

A partir deste momento, seguimos uma “aventura” de carro com os dois irmãos, liderados pelo recém-chegado da prisão, um jovem bastante arrogante com os bolsos cheios de dinheiro e que que torna muito difícil criarmos alguma ligação emocional com os seus constantes comportamentos infantis. Jimmy leva Eli, que continua a esconder a sua arma letal, ao suposto sítio favorito da sua mãe, uma personagem várias vezes mencionada, mas que acabamos por não saber quase nada, nem chegar ao tal destino. Durante o caminho, Jimmy decide levar o irmão mais novo a um clube de strip onde conhecemos a personagem Milly (Zoë Kravitz) que se junta aos dois jovens de um modo bastante apressado somente por estar farta daquele local.

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Enquanto isto, o filme vai transitando entre dois soldados de outro mundo que estão atrás do grupo principal e à procura da arma misteriosa. São apresentados como uma espécie de vilões imediatos que exterminam tudo o que lhes passa à frente, no entanto, o filme contradiz-se a si mesmo ao demonstrá-los no final do filme como um par de pessoas simpáticas, numa tentativa de salvar o filme com um plot-twist. Teria sido mais interessante se o filme fosse em redor disto e eliminado completamente as duas personagens desnecessárias do irmão mais velho e a jovem stripper.

Kin - Arma Letal estreia a 6 de setembro nos cinemas

Em relação aos detalhes mais técnicos, o som é demasiado alto em várias cenas e produz uma espécie de jump-scares inesperados e dispensáveis. Os efeitos especiais e guarda-roupa dos soldados misteriosos e arma letal são competentes, mas não o suficiente para nos fazer esquecer da sua história desapontante. Por fim, o filme foca-se demasiado no irmão mais velho e comum em vez de aproveitar os seus detalhes mais misteriosos.

  • Kin – Arma Letal estreia a 6 setembro 2018 nos cinemas

3/10

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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