Cinema: Crítica – Jumanji: O Nível Seguinte (2019)

Quando o pseudo-reboot-sequela espiritual de Jumanji foi lançado em 2017, com Jumanji: Bem-Vindos à Selva, as expectativas entre o público e a crítica foram mistas, mas rapidamente acentuadas como uma aventura divertida e um abordagem decente à ideia de trocas corporais. Longe de ser a viagem intensa, igualável ao clássico de 1995, com Robin Williams, esta nova versão era suficiente para agradar durante uma tarde no cinema. Tanto agradou que o seu box office internacional chegou a quase aos mil milhões, garantindo uma sequela em Jumanji: O Nível Seguinte.

O realizador Jake Kasdan reúne novamente o grupo de amigos Spencer (Alex Wolff), Fridge (Ser’Darius Blain), Martha (Morgan Turner) e Bethany (Madison Iseman), que são forçados a regressar ao jogo. Mas desta vez não estão sozinhos, já que o jogo também juntou o avô Eddie (Danny DeVito) e o seu amigo Milo (Danny Glover) aos jovens e os seus avatares.

Mas nada está como antes e existem corpos trocados. Eddie está no corpo do Dr. Smolder Bravestone (Dwyane Johnson), enquanto que Fridge está no corpo do Professor Shelly (Jack Black) e Milo no corpo de Mouse (Kevin Hart). Apenas Martha se manteve no corpo de Ruby Roundhouse (Karen Gillan), causando assim alguma confusão. Spencer está perdido algures no meio do jogo e cabe a eles salvarem-lhe a pele.

Só com esta diferença a mudar a dinâmica entre as personagens é exactamente o que esta sequela precisava, já que os grandes actores são forçados a interpretar as novas pessoas que lhes estão a controlar, sobretudo na forma como falam. Ver Dwayne Johnson a imitar a forma como Danny DeVito anda e fala, é mais divertido do que se possa pensar, e o filme utiliza todos estes recursos a seu favor.

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Por outro lado, esta nova aventura não envolve apenas a busca de Spencer, mas também do resgate de uma jóia mágica, que concluindo a sua missão, lhes levará de volta ao mundo real. Pelo meio terão que enfrentar Jurgen the Brutal (Rory McCann), que preza pela destruição.

São muitos os momentos de comédia, que vão desde vermos Kevin Hart a estar genuinamente assustado com animais, a piadas sobre velhice e tudo aquilo que a idade pode trazer, entre muitas outras coisas. Entretanto, a aparição de um novo avatar, Ming (Awkwafina), mostra que este mundo está mais que preparado para introduzir novas personagens com facilidade, sem que as coisas pareçam novas e estranhas.

Assim, Jumanji: O Nível Seguinte mantém o selo de qualidade, estando ao nível do primeiro filme, com um balanço positivo entre avatares, aventuras e comédia. Ainda que por vezes se estende um pouco em algumas cenas, as coisas geralmente resultam bem, dando novamente nada mais que uma tarde divertida no cinema.

Nota Final: 7/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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