Cinema: Crítica – O Espaço Que Nos Une

Em “O Espaço Que Nos Une”, uma gravidez inesperada nas vésperas duma missão espacial resulta no primeiro parto em Marte, Gardner Elliot (Asa Butterfield).
Com 16 anos, frustrado com a sua existência, desejando conhecer o seu pai e apaixonando-se por Tulsa (Britt Robertson), uma amiga por correspondência, Gardner decide visitar o Planeta Terra, inadvertidamente trocando uma prisão por outra quando se apercebe que está lá para ser cuidado e testado, devido aos problemas da sua gestação em gravidade zero.

Fugindo das autoridades com Tulsa, Gardner embarca na missão de encontrar o seu pai, mas rápido se apercebe que o seu corpo não irá sobreviver à atmosfera terrestre.

O argumento é básico mas complica-se bastante, ao ponto de poder tornar-se maçador, se bem que há um par de twists no final do filme bastante bem executados, os actores principais fazem um trabalho bom, mas os extras deixam muito que desejar, especialmente nas instâncias em que trocam olhares com as câmaras, arruinando planos outrora bons, no entanto isso cai nos ombros do realizador (Peter Chelsom), cujo currículo de filmes fala por si.
Os efeitos estão bem conseguidos, o guarda roupa, os adereços e os cenários também não ficam para trás, mas a história acaba por não os aproveitar, com estes mesmos actores e recursos acabei por me achar a pensar em mil e um outros filmes mais interessantes de produzir, isto durante o visionamento deste “Espaço que nos une  ”, o que fala volumes do tédio sentido durante algumas partes do filme.

  Os Croods estão de regresso, e com trailer!

Com tudo isto dito acho que é um filme engraçado, com conceitos interessantes de explorar e debater, mas clichés a mais. Aquando o regresso dos filmes de domingo na grelha televisiva portuguesa, este certamente será transmitido, mais tarde ou mais cedo. Até lá, só o consigo recomendar a quem estiver interessado de ante-mão, mas não esperem um “Martian 2”.

4/10

Henrique V.Correia

Henrique Correia

Jovem dos 7 ofícios com uma paixão enorme por tudo o que lhe ocupe tempo. Jedi aos fins-de-semana!

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