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Cinema – Crítica: Corredor Assombrado (2018)

A um primeiro olhar, Corredor Assombrado parece o típico filme de adolescentes desajustados da sociedade, que de repente encontram o caminho para a salvação. Na realidade, não está muito longe, mas por debaixo do cliché, este filme realizado por Rodrigo Cortés esconde alguns segredos interessantes.

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CorredorAssombrado_PosterCorredor Assombrado segue a vida de Katherine ‘Kit’ Gordy (AnnaSophia Robb), uma adolescente que não cresceu sem lidar com o desaparecimento e subsequente morte do seu pai, tornando-se numa rebelde autêntica.

A solução? Enviá-la para uma escola para sobredotados no meio do nada, neste caso Blackwood, onde a directora Madame Duret (Uma Thurman), faz promessas de ser local onde se criam pessoas extraordinárias.

Com Kit, chegam outras raparigas com personalidades distintas, como Sierra (Rosie Day) e Veronica (Victoria Moroles), também elas com um talento escondido e uma inclinação para a rebeldia contra a autoridade.

Pouco a pouco, vamos percebendo o que a Madame Duret e os professores de Blackwood são capazes, ao trazerem ao de cima o melhor de cada uma das alunas, desde uma não perceber álgebra, a resolver grandes mistérios de matemática, ou como o caso de Kit, tocar uma peça musical sem ter tocado num piano há mais de uma década.

À medida que a narrativa avança, vamos apanhando algumas pistas que algo maior está a acontecer, sem que seja demasiado no nariz, dando ao espectador a oportunidade de ligar os pontos por si mesmo.

É quando as grandes revelações começam que o filme começa a descair no cliché, querendo que o grande finale seja algo mais fantástico do que realmente é.

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Rodrigo Cortés regressa à realização, depois duma carreira inconsistente no grande ecrã nos últimos 8 anos, com o fantástico Buried de 2010 e o não tão fantástico Red Light – Mentes Poderosas.

Este regresso é assinalado com uma realização com vários momentos tensos e algumas cenas bem construídas, também com uma experiência algo imersiva. Por vezes, infelizmente, parece ser um filme contido apesar de ciente de todo o seu potencial.

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No fim, Corredor Assombrado, apesar dos seus defeitos, é uma entrada com personalidade, mais que bem-vinda ao cinema de terror no circuito comercial, que continua a ser invadido pelas repetitivas sequelas, prequelas e reboots.

  • Corredor Assombrado estreia a 16 de Agosto nos cinemas.

Classificação: 6/10

Ricardo Du Toit

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