Cinema: Crítica – Ghostland – A Casa do Terror (2018)

Uma família é brutalmente atacada na chegada à sua nova casa. Será Ghostland – A Casa do Terror uma boa aposta para este mês de Halloween? Estreia dia 27 de setembro nos cinemas.

Ghostland – A Casa do Terror (Incident in a Ghostland), realizado por Pascal Laugier, apresenta a clássica história de terror. Uma família constituída pela mãe, Collen, e as suas duas filhas, Beth (Emilia Jones) e Vera (Taylor Hickson), herdam a casa de uma tia numa pequena vila, precisamente no local onde existem relatos de assassinos à solta que matam os parentes e prendem os mais novos. O que se segue é o esperado, a família é atacada por estes assassinos e a mãe e as filhas têm de lutar pela sobrevivência.

Anos mais tarde, as personalidades previamente demonstradas das jovens evolui, a mais velha, Beth (Crystal Reed), inspirada pelo célebre Lovecraft, torna-se numa famosa autora de livros de terror em Los Angeles enquanto que a mais nova, Vera (Anastasia Phillips), continua a viver na mesma casa e a enlouquecer progressivamente. Dezasseis anos após a tragédia, mãe e filhas voltam-se a reunir e estranhos acontecimentos começam a ocorrer.

Ghostland – A Casa do Terror é um filme que apesar de demonstrar fortes influências de clássicos de terror, como Halloween ou Anabelle, consegue desenvolver a sua própria história. O ambiente sinistro e misterioso torna o enredo emocionante, seja pelo uso de uma iluminação cuidada e sombria ou a decoração recheada de espelhos e bonecas que as tias das personagens tanto adorava. O olhar destes objetos auxilia no fator assustador do filme, mas torna-se quase como uma metáfora ao trabalho profissional da protagonista como autora. De modo a criar um bom livro é necessária uma enorme atenção aos detalhes, uma espécie de visão pormenorizada pelas palavras, tal como as bonecas fazem perante estas personagens.

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No entanto, esta analogia não foi ponderada casualmente, pois o filme está em constante colisão com a realidade. Será que a história principal que observamos sucedeu verdadeiramente? Será isto tudo uma história do livro da protagonista Beth? Será que o terceiro ato teve outra conclusão para além da observada? As interpretações são infinitas devido à última frase proclamada por Beth – “Sou uma escritora”. Teria sido melhor se o filme tivesse seguidos rumos diferentes em certos momentos em que nos aprisionamos às personagens e atores que vão transitando entre jovem e adulto.

Por fim, o nível de terror do filme aproxima-se do género slasher, contendo cenas brutalmente violentas e horrendas realizadas pelos dois cruéis e desprezíveis assassinos. Ghostland – A Casa do Terror não é completamente inovador, mas é efetivamente uma boa entrada no mês de Halloween.

  • Ghostland – A Casa do Terror estreia a 27 setembro 2018 nos cinemas

6/10

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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