Cinema: Análise – Gringo (2018)

Gringo estreia dia 22 de março! Uma comédia negra com um elenco bestial que promete trazer momentos hilariantes ao grande ecrã. Será que devemos manter as expectativas altas?

Gringo

Gringo conta a aventura inesperada de Harold Soyinka (David Oyelowo) na Cidade do México.  Um gestor de uma empresa multimilionária sente-se obrigado a ir com os seus patrões, Elaine (Charlize Theron) e Richard (Joel Edgerton), para fora do país de modo a resolver um problema financeiro com uma entidade parceira. Harold acaba por descobrir que estes negócios são ilegais e que será eventualmente despedido, procurando assim uma solução para ser indemnizado por um valor absurdamente alto. Decide fingir que foi raptado, no entanto, é confundido com os seus patrões e acaba por ser realmente raptado pela máfia mexicana.

Gringo

É um filme que apesar do tema relacionado com thriller, ação e crime o seu foco principal é criar uma comédia de humor negro, possuindo vários momentos hilariantes, sendo isso que se destaca principalmente nesta produção. Harold, o suposto protagonista, não é dono do seu destino, existem constantemente personagens a entrar no filme e a reencaminharem-no para um novo caminho. Atores reconhecidos, como Amanda Seyfried (Mamma Mia!) e Sharlto Copley (District 9 & Chappie), entre outros, vão surgindo de forma a avançarem este plot.

Apesar de termos uma enorme facilidade em criar empatia com Harold, o filme contém um grande problema. No decorrer da história, o protagonista acaba por se tornar um pouco aborrecido, não por culpa do ator, mas porque possui demasiado momentos cómicos que acabam por criar um vazio emocional devido à sua demasia. Por consequência, Gringo tenta trazer momentos cómicos com todas as personagens, mas a de Charlize Theron (Mad Max:Fury Road), em conjunto com Joel Edgerton (The Gift), são as que se destacam mais. As suas cenas derrubam completamente as dos restantes atores, especialmente a atriz que executa um papel excelente com uma personagem segura, sedutora, cruel e manipuladora, tornando-se o ponto de maior interesse desta história.

Gringo

Numa história sobre máfia mexicana, não poderia faltar um chefão como vilão, que acaba por estar muito mal conseguido. Uma tentativa muito fraquinha de recriar O Padrinho no meio de um filme de comédia. Os seus diálogos são constantemente sobre os Beatles e assassina quem desrespeita este seu gosto. O filme apesar do seu ambiente violento e agitado, possui poucos momentos de ação, mas que são o suficiente para dar rumo a este enredo. Quanto à música, contém uma música muito alegre, recheada de cantigas e tradições mexicanas que conciliam com o enredo e impulsionam a comédia pretendida.

Gringo irá certamente criar momentos hilariantes aos espetadores, pelo seu elenco talentoso, deixando-os com uma satisfação positiva pelo seu final.

  • Gringo estreia dia 22 de março nos cinemas.

Classificação: 3.5/5

Tiago Ferreira

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Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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