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Avatar terá sido inspirado numa BD portuguesa?

Com a estreia de Avatar 2 – O Caminho da Água, da 20th Century Studios, nas salas portuguesas de cinema, é altura de reavivar um assunto que poderá dar algum debate: terá uma banda desenhada portuguesa servido de inspiração ao multigalardoado escritor e realizador James Cameron?

Não falamos duma BD clássica e a hipótese não passa de coincidência uma-em-mil. Remonta ao ano de 1997, quando os autores Fernando Lucas Pedro Potier (Apocryphus) colaboraram com uma história de 6 páginas no então Concurso de BD do 8º FIBDA (actualmente Amadora BD), onde estiveram entre os artistas convidados alguns dos principais autores da banda desenhada europeia de ficção-científica e fantasia, como Jeau-Claude Mézières e Pierre Christin (Valerian), François Schuiten e Benôit Peeters (Cidades Obscuras), Enki Bilal (Nikopol) e Kevin O’Neil (Marshall Law), entre outros. Prevê-se, portanto, que o tema do Concurso de BD rondasse esses mesmos géneros, tendo sido vencedor Vitor Paulo Gonçalves.

A Banda Desenhada

Na BD de Lucas e Potier, um alienígena tribal azul enfrenta uma horda tecnológica invasora que ameaça destruir a sua comunidade com sofisticadas armaduras exoesqueletas – soa familiar…?

Na sua conta DeviantArt, Lucas diz que a BD “foi baseada na história de Portugal e na invasão de uma tribo de inocentes por uma outra, mais avançada, interessada só em obter terra e minerais.”

Entretanto, embora o filme original Avatar que revolucionou a indústria cinematográfica só tenha estreado em 2009, hoje em dia já se sabe que Cameron desenvolvia a história em segredo desde meados dos anos 90. Em todo o caso, apesar da BD nunca ter sido editada em revista ou partilhada online, as semelhanças do filme com a BD não deixam de ser impressionantes, desde a premissa básica da história a aspetos da narrativa, como o massacre da tribo alienígena, a profanação da natureza, as armaduras exoesqueletas que os humanos usam, até à cor de olhos, às orelhas e trança longa do protagonista azul!… Como se costuma dizer, “mentes brilhantes pensam igual.”

Clica nas imagens para poderes ler:

Um ano depois, a dupla Fernando Lucas e Pedro Potier venceu o 1º prémio no Concurso de BD do FIBDA 1998.

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