Jogos – Análise: Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (SEM SPOILERS)

12 de Novembro é a data do lançamento do esperado Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, um dos jogos cabeça de cartaz para a novíssima Playstation 5, e nós já tivemos a oportunidade de o testar. Fiquem aqui com a nossa análise.

Tenho uma Playstation 4 desde Fevereiro deste ano, e antes disso já não me dedicava aos videojogos há muitos, muitos anos. A consola vinha já com o Marvel’s Spider-Man, sendo assim este, portanto, o meu primeiro jogo da máquina da Sony. Isso marcou, é claro. Adorei o jogo. Pareceu-me muito bem feito e com uma história cativante. Entretanto desde então joguei e experimentei muitos jogos, ficando com um maior conhecimento quais as capacidades da consola e do que havia disponível por aí. No entanto, o jogo permanece como um dos meus jogos favoritos e desejo um dia poder platiná-lo (já não falta muito).

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

O Homem-Aranha é também o meu super-herói preferido e acompanho as suas aventuras na banda desenhada há décadas. Por isso, quando soube que tinha a oportunidade de jogar este Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, senti-me como uma criança na véspera de Natal.

Deixem-me só ressalvar que testei o jogo na minha PS4 e não na novíssima 5, por isso só poderei analisar a partir desse ponto de vista. Também ainda só tive a oportunidade em avançar pouco mais do que 25% da campanha daí a minha apreciação não pode ser global. Pareceu-me é, que este avanço na campanha, mesmo que pelo meio tenha feito várias missões e actividades secundárias, tenha passado muito rapidamente, o que me leva a querer que este jogo é consideravelmente mais curto. A velocidade pode vir a abrandar daqui em diante, mas sinceramente não parece que seja o caso.

Seja como for, quero destacar que o jogo não desiludiu para aquilo que estava a contar. Ou seja, não é um Spider-Man 2, mas sim talvez um Spider-Man 1.5.

É verdade que é um pouco mais do mesmo, mas agora mais refinado e equilibrado. A forma como nos é feita a possibilidade de escolher as missões secundárias, através de uma App programada pelo amigo Ganke Lee, é uma das grandes inovações, pois temos muito mais controlo no rumo que queremos dar à nossa personagem.

Outra grande melhoria é o facto de, não tendo os conhecimentos científicos de Peter Parker, aqui também não temos aqueles quebra-cabeças que muitas vezes se tornavam repetitivos e aborrecidos, como aqueles imensos que temos no laboratório do Doutor Octopus.

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Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

A nível de menu muda também o visual, mas não radicalmente, o que quer dizer que temos tudo familiar e fácil de usar e, ao mesmo tempo, refrescante. A mudança mais radical será a árvore das habilidades, mas diria que mudaram para pior. Agora é mais difícil de compreender e navegar.

Continuamos com o mundo aberto do anterior, ou seja, centrado em Manhattan, mas agora em pleno Inverno e podemos aprecia-la de outra forma, coberta de neve e gelo.

Outras características que me fazem dizer que este será um jogo 1.5 relativamente ao anterior, além da mais curta duração da campanha, é ter menos missões para concluir os bairros, menos fatos para desbloquear, menos conquistas para fazer (e mais fáceis de as concluir), menos dispositivos, etc.

As mecânicas da jogabilidade são praticamente as mesmas, mas agora com todo um novo conjunto de movimentos que só o Miles executa, mostrando visualmente que já não controlamos o Peter. Um dos mais interessantes é o facto de ele nem sempre cai bem nos chão numa aterragem, dando por isso vários trambolhões, como o herói inexperiente que ele é.

Miles também tem poderes diferentes, como a bioelectricidade, podendo assim não haver necessidade para as teias eléctricas para as missões que precisamos ligar disjuntores ou algo do género, mas também para usar durante as batalhas contra os inimigos. Outro exemplo é a camuflagem, útil para missões furtivas.

E como está escrito no título, não vou revelar nada sobre a história. Podem contar com algo completamente novo, não fosse o jogo focado noutra personagem com uma origem e vida completamente diferente da de Peter Parker. Ah, e preparem-se para um início de campanha completamente alucinante e que vai deixar todos os fãs do aranhiço completamente aos pulos no sofá e com um sorriso de orelha a orelha.

A minha única questão aqui é se o jogo, que é mais do que um DLC mas menos de que um Spider-Man 2, vale o preço que tem de 59.99€…

Dia 11 de Novembro visitem o nosso canal de Youtube, para um vídeo com os primeiros 50 minutos do jogo.

Classificação: 8


Marvel’s Spider-Man: Consigo chegar aos 100%?

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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