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Análise: Jungle Cruise – A Maldição nos Confins da Selva

Quando o primeiro Piratas das Caraíbas – A Maldição do Pérola Negra foi anunciado como o primeiro filme da Disney inspirado numa das atracções populares dos seus parques, muito ficaram intrigados com a proposta que acabara por se tornar num dos filmes mais caros na altura, com um orçamento a aproximar os 150 milhões de dólares. Hoje, esse valor nem sequer mete medo aos filmes que a Disney faz hoje – Vingadores: Endgame teve um orçamento superior a 350 milhões de dólares – mas foi um feito muito interessante para um dos primeiros filmes originais do estúdio do rato.

Ainda que Piratas das Caraíbas tenha recebido várias sequelas, a Disney quis apostar de novo na ideia e desta vez levou para o grande ecrã Jungle Cruise – A Maldição nos Confins da Selva. Pelos vistos, as maldições estão de novo na moda, agora na floresta Amazónica.

Dr. Lily Houghton (Emily Blunt) e MacGregor Houghton (Jack Whitehall) são dois irmãos que não são levados a sérios na sociedade de cientistas de especialidade, pois acreditam em histórias e mitos que não aparentam ter grande fundamento. Para provar que existe uma pétala milagrosa, estes viagem até ao Brasil, onde conhecem Frank Wolff (Dwayne Johnson), um marinheiro que os vai levar pelo rio em busca da Árvore da Vida. Naturalmente, o perigo está sempre à espreita e não será uma missão fácil.

Todo o espírito aventureiro que poderíamos procurar neste género de filme está presente, desde da sua história de origem a invocar o mistério e a tragédia, à forma que toda a jornada dos nossos heróis desenrola, revelando adversidades e segredos sobre a muito procurada pétala. Considerando a base da sua inspiração, foi feito um trabalho suficientemente extenso de incluir toda a magia da Disney, correspondendo com as expectativas, talvez ultrapassando aquelas que alguns poderão sentir ao duvidar se o estúdio poderia repetir o feito de pouco mais de década e meia. Inexplicavelmente, o filme inclui-se numa das instâncias raras em que os óculos 3D voltam a estar na moda, quando se pensava que estavam mais que esquecidos.

Um grande contributo vem do elenco, onde Blunt e Johnson conseguem, de alguma forma, mostrarem ser um bom par no grande ecrã, com o maior destaque a ser dedicado a Jack Whitehall, onde o comediante britânico faz a sua grande estreia no cinema, depois do seu pequeno papel em Frozen: O Reino do Gelo ter sido cortado da versão final; oferecendo todas as emoções, de forma equilibrada, entre a comédia, o drama e um pouco de tudo pelo meio.

Assim, Jungle Cruise – A Maldição nos Confins da Selva bate em todos os pontos certos de uma fórmula vencedora, com um filme sólido, altamente divertido, capaz de ser a definição de entretenimento. Dizem que a trovoada numa acerta no mesmo sítios duas vezes, mas a Disney acertou na fórmula uma segunda vez com muito sucesso.

Nota Final: 7/10

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