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Jogos – Análise: Nitro Kid

Um roguelike deckbuilder com inspiração nos anos 80. Nitro Kid: uma nova estrela no seu género, ou nem todo o néon do mundo chega para fazer este jogo brilhar?

Nitro Kid

Sinopse de Nitro Kid:

Nitro Kid é um roguelike deckbuilder de estratégia por turnos com inspiração nos anos 80.

Neste jogo iluminado a néon, escolhemos um de três agentes e enfrentamos hordas de inimigos em diferentes níveis à medida que vamos subindo a torre Infinity para salvar crianças sujeitas a experiências por uma corporação obscura. Mas os nossos personagens não são uns quaisquer heróis desconhecidos e reconhecemos imediatamente as inspirações em Bruce Lee, Mike Tyson e Sarah Connor! Tudo isto ao som de uma banda sonora incrível criada por conceituados artistas.

Nitro Kid foi desenvolvido pela Wildboy Studios e distribuído pela tinyBuild, que o lançou a 18 de outubro.

A tinyBuild já nos habituou a lançar bons jogos e tenho sempre um razoável nível expetativa em cada vez que experimento um dos seus novos lançamentos. Sem se destacar por aí além, na minha humilde opinião, Nitro Kid cumpre essas expetativas e merece o seu lugar ao lado de outros títulos que merecem a pena espreitar.

História de Nitro Kid:

Tratando-se de um roguelike deckbuilder, partimos logo do princípio que a história não será propriamente épica e profunda, mas o conceito de Nitro Kid encaixa-se bem na categoria e cria uma narrativa interessante que me convenceu. Somos um herói (um de três que escolhemos antes de começar uma nova partida) e entramos numa torre em que temos de ir subindo de andar para salvar crianças. Estamos nos anos 80? Então, muito bem, aceito completamente e vamos lá!

Gráficos e som de Nitro Kid:

Os gráficos, sem serem excecionais, são bons, cumprem o propósito de nos contextualizar na década do néon e reproduzem bem a sensação de 8 bit com execução moderna. Mas a aposta dos criadores do jogo foi mesmo no som, e nota-se. Com nomes como LudoWic, Tonebox e Jules Reves por detrás da banda sonora synthwave, o jogo ascende a uma dimensão superior e ganha muitos pontos. Fosse apenas pelo som, Nitro Kid arriscar-se-ia a entrar nas mais restritas listas de top 10 de jogos de 2022.

Jogabilidade de Nitro Kid:

Mas apenas som não faz um jogo, portanto, falemos de jogabilidade. Este turn-based tactics assenta numa mecânica roguelike deckbuilder que remete muito para Slay the Spire. Temos os nossos personagens, com o nosso deck que vamos compondo à medida que jogamos (e perdemos) e temos de jogar as cartas certas na ordem certa para criar combinações explosivas. Não é exatamente inovadora, mas é muito bem executada e nada retira ao jogo, pelo contrário. Contudo, um roguelike tem inevitavelmente de ter valor de repetibilidade. E Nitro Kid tem? Sim, mas… Digamos que em 5 horas e pouco não me fartei, mas já dava pela cabeça a divagar para o que ia experimentar a seguir.

+ + +

Nitro Kid é muito divertido de se jogar. Há vários aspetos positivos neste jogo, mas o destaque tem necessariamente de ir para o som, já que é um título que deixa a larga maioria na sua categoria para trás.

– – –

Há dois aspetos que gostaria de referir aqui, sendo que não considerei um deles para a classificação que atribuo por ter tomado conhecimento do mesmo através de terceiros. Em primeiro lugar, considero o preço de Nitro Kid demasiado alto. Não digo “um bocado” nem mesmo só “um bocadinho” — 19,95 € é praticamente o dobro do que estaria disposto a pagar por este título. Bem sei que aquela banda sonora custou a fazer, mas, pessoalmente, preferia pagar bem menos e não a ter. O segundo aspeto, o tal que não considerei para a classificação final, prende-se com o facto de ter lido e visto alguns comentários acerca de bugs no jogo. A minha experiência foi “limpinha”, daí isto não entrar para as minhas contas, mas soube de mais que apenas uma ou duas situações de jogadores a queixarem-se e penso ser importante referi-lo.

Classificação: 7/10

Os fãs de roguelike deckbuilders e até de turn-based tactics têm em Nitro Kid um título que lhes vai encher as medidas… caso estejam dispostos a pagar um premium por uma excelente banda sonora. Caso não estejam, também não me parece que haja crise e é só aguardar por alguma promoção mais jeitosa.

Para terminar, fica a dica indispensável: quem é mais forte: Bruce Lee, Mike Tyson ou Sarah Connor? A resposta parece ser unânime entre quem já jogou Nitro Kid, mas pode ser um autêntico murro no estômago para a maioria das pessoas!

Trailer Nitro Kid:

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