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CINANIMA celebra meio século com mais de 2400 filmes e 17 dias de programação

Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho decorre de 6 a 22 de novembro, com mais de 2400 filmes submetidos, homenagens, cine-concertos, exposições e novas competições. O vencedor do Grande Prémio de curtas-metragens poderá integrar a lista de elegíveis para os Óscares.

CINANIMA 2026

O CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho celebra meio século de história com uma edição especial que decorre entre 6 e 22 de novembro. Pela primeira vez, o festival prolonga-se por 17 dias, com uma programação que cruza cinema, música, exposições, formação e iniciativas comunitárias, sob o mote «O Sonho Comanda a Vida», inspirado no poema Pedra Filosofal, de António Gedeão. Desde a primeira edição, em 1976, o CINANIMA tem contribuído para a divulgação do cinema de animação e dos seus autores, afirmando-se como um dos festivais de referência nesta área e levando a criação artística muito além dos grandes centros culturais do país.

Terminal, de Alexandre Siqueira
Terminal

A dimensão internacional da edição comemorativa é evidente nos mais de 2400 filmes submetidos, provenientes de 110 países. A Competição Internacional de Curtas-Metragens reúne 34 obras, três das quais representam Portugal: Terminal, de Alexandre Siqueira; No Princípio, de Ala Nunu; e Virgin Fandango, de Marcy Page, uma coprodução portuguesa com participação de Abi Feijó. A Competição Internacional de Obras de Estudantes apresenta igualmente 34 filmes, enquanto a competição All Aboard regressa com 24 obras dedicadas à diversidade estética e narrativa da animação contemporânea. Na produção nacional, o Prémio António Gaio contará com dez filmes em competição, ao passo que a secção Jovem Cineasta Português reúne 13 obras de estudantes de animação entre os 15 e os 25 anos e outras dez realizadas por crianças e adolescentes até aos 15 anos.

Virgin Fandango, de Marcy Page
Virgin Fandango

Uma das novidades da edição é a estreia do Prémio Pequeno Golfinho, uma competição com 38 filmes dirigidos a crianças e adolescentes. Os vencedores serão escolhidos por um júri infantojuvenil, envolvendo diretamente as novas gerações na celebração do festival e reforçando a sua missão de formação de públicos. A programação inclui ainda retrospetivas dedicadas à Aardman Studios, à Animation Festival Network e ao ASIFA Student Award, bem como sete programas de filmes históricos reunidos sob o título «50 anos do CINANIMA – Um Legado». A memória do festival será também evocada no ciclo de conversas «Estórias da História do CINANIMA», que percorrerá as cinco décadas da sua existência, e em homenagens a João Machado e Henrique Alves Costa.

O Pedro e o Lobo, realizado por Suzie Templeton
Pedro e o Lobo

Entre as propostas paralelas destacam-se um cine-concerto com Pedro e o Lobo, de Suzie Templeton, e Boneco de Neve, de Dianne Jackson, um concerto das Cantadeiras do NEFUP, masterclasses de Regina Pessoa e Abi Feijó, oficinas, debates e uma residência artística que envolverá alunos de 11 escolas secundárias. O festival reforça igualmente a ligação à comunidade através do projeto ANIMAVAM, com sessões e oficinas nos bairros Piscatório e da Ponte de Anta, e de iniciativas que levam o cinema de animação a universidades e escolas em Portugal, noutros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e em escolas portuguesas na Europa.

Boneco de Neve, de Dianne Jackson
Boneco de Neve

Organizado pela NASCENTE – Cooperativa de Ação Cultural e pela Câmara Municipal de Espinho, o CINANIMA é um festival sem fins lucrativos reconhecido pela ASIFA e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O Grande Prémio para curtas-metragens permite ao filme vencedor ser considerado para a elegibilidade na categoria de Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, reforçando a projeção internacional da competição. Ao assinalar 50 anos de atividade, o CINANIMA reafirma a ambição de aproximar novos públicos desta forma de expressão artística, contrariando a ideia de que a animação se destina exclusivamente às crianças e celebrando a sua riqueza estética, técnica e narrativa. A programação completa, incluindo a competição internacional de longas-metragens e a seleção do Prémio Pequeno Golfinho, será anunciada posteriormente.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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