Central Comics

Notícias, críticas e novidades de banda desenhada, cinema, séries, animação, videojogos e cultura geek desde 2001.

20 filmes para ver no 20º aniversário do MOTELX

A grande celebração do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa decorre de 3 a 13 de Setembro, com muitos filmes e convidados a não perder.

Deixamos-vos 20 propostas, das mais variadas produções, que serão exibidas durante toda a semana e meia de terror. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.

Bodyhackers, de Carlos Conceição

Denver Blake é um activista ambiental determinado a expor os segredos de uma indústria cosmética que lucra com as inseguranças e os complexos que ela própria ajuda a criar, sobretudo, nas mulheres. A investigação leva-o até Renée (Joana Ribeiro), uma bailarina que se submete compulsivamente a cirurgias e tratamentos para ter o corpo perfeito. Fascinado por ela, Denver segue-a até um submundo clandestino de operações plásticas, onde cirurgiões sem escrúpulos prometem tornar possível qualquer ideal de beleza. Realizado por Carlos Conceição (“Um Fio de Baba Escarlate”, “Nação Valente”), este body horror noir cronenbergiano não foge do habitual tom irónico do cineasta português, satirizando a mercantilização capitalista do corpo e a beleza como violência. Com McCaul Lombardi, Joana Ribeiro e Alba Baptista, teve estreia mundial no Festival de Edimburgo.

Sessão: Segunda-feira, 7 Setembro 2026 às 19h00 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Species (Sanguine), de Marion Le Corroller

Margot é uma jovem estudante de medicina que sempre sonhou em estagiar na ala de urgências mais difícil e exigente da França. Exausta pela pressão física e psicológica da competição, tudo piora quando se depara com jovens pacientes que apresentam sintomas bizarros e condições físicas inexplicáveis. Apesar dos casos serem desvalorizados pela coordenadora do estágio, o seu próprio corpo começa a sucumbir a uma sangrenta e visceral doença viral que a empurra para uma investigação sobre algo muito maior que ela. Uma alegoria para o burnout e para a violência física e mental (sem fim aparente) que o sistema capitalista coloca sobre a Geração Z, esta longa de Marion Le Corroller, evoca os body horrors das compatriotas, Julia Ducournau e Coralie Fargeat, tendo estreado na secção Midnight do Festival de Cannes deste ano.

Sessão: Terça-feira, 8 Setembro 2026 às 21h20 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Colony, de Yeon Sang-ho

Num arranha-céus no centro de Seul, um cientista de uma empresa biotécnica injecta um vírus misterioso no seu CEO, que, por sua vez, o transmite às restantes pessoas no edifício a uma velocidade vertiginosa. Inicialmente rastejantes e animalescos, os infectados começam a evoluir, a andar sobre duas pernas, a reconhecer os poucos sobreviventes e, pior ainda, a planear os seus ataques. Liderados pela professora de biotecnologia, Kwon Se-jeong, um grupo de sobreviventes tenta alcançar o telhado, onde uma equipa de resgate os espera, mas o homem que afirma possuir a vacina parece ter outros planos. Realizado por Yeon Sang-ho, o mestre do êxito de bilheteira “Train to Busan”, “Colony” é um regresso ao universo zombie que reinventa o subgénero ao retratar criaturas que partilham uma consciência coletiva e reaviva o medo da hiperconectividade e da inteligência artificial.

Sessões:
Sexta-feira, 4 Setembro 2026 às 21h30 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)
Domingo, 13 Setembro 2026 às 16h00 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Deathstalker, de Steven Kotanski

O reino de Abraxeon está sob o domínio dos Dreadites, seguidores do feiticeiro Nekromemnon, quando um guerreiro conhecido como Deathstalker encontra um amuleto encantado num campo de batalha coberto de cadáveres. Influenciado pela magia negra do objecto e perseguido por um clã de assassinos monstruosos, terá agora de quebrar a maldição e enfrentar o mal que ameaça o reino. De Steven Kostanski, mestre de efeitos especiais e realizador dos filmes “The Void” e “Psycho Goreman”, este remake do clássico homónimo de 1983, produzido por Roger Corman, recupera sem vergonha o espírito delirante da fantasia de série B dos anos 80. Entre ogres, sangue, metal e muita coisa pegajosa, “Deathstalker” prefere a diversão à solenidade e lembra-nos que, por vezes, a melhor maneira de revisitar um clássico é não o levar muito a sério.

Sessão: Sexta-feira, 4 Setembro 2026 às 19h00 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Find Your Friends, de Izabel Pakzad

Um grupo de amigas decide escapar de Los Angeles e rumar a Joshua Tree para um fim de semana de DJ sets, drogas e encontros amorosos. Instaladas num Airbnb, começam a festa sem perder tempo, mas a visita ameaçadora de um vizinho redneck deixa claro que não são bem-vindas e que terão de ter cuidado com o seu comportamento. À medida que as tensões aumentam e as dinâmicas tóxicas do grupo começam a vir ao de cima, Amber e as amigas percebem que o perigo pode estar mais perto do que imaginavam. Com a estrela da Disney Bella Thorne, “Find Your Friends” é um revenge thriller que celebra personagens femininas tão desbocadas, irresponsáveis e moralmente duvidosas quanto os homens que o cinema nos habituou a ver. Realizado por Izabel Pakzad, na sua estreia na longa-metragem, é um retrato sem julgamentos da amizade feminina e da cultura de festa da Gen Z, com um deserto tão paradisíaco quanto ameaçador.

Sessão: Domingo, 6 Setembro 2026 às 17h45 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

God Skin, de Paween Purijitpanya

Com o avanço da tecnologia e da inteligência artificial, quão longe poderá ir o mundo das apostas online? Vin é um estafeta de entregas em Banguecoque desesperado por conseguir dinheiro para pagar o tratamento médico da mãe. Quando um velho amigo o leva a uma arena clandestina, descobre um circuito de combates onde gladiadores contemporâneos, tatuados com a especial “God Skin”, se enfrentam extravagantemente enquanto espectadores endinheirados apostam no resultado. O que começa como uma oportunidade fácil para ganhar dinheiro rapidamente se transforma numa luta pela sobrevivência. Num festim de muay thai, acção, ficção científica e estética cyberpunk, este techno thriller distópico promete uma combinação tão improvável quanto irresistível: combates brutais coreografados pela equipa de “Ong-Bak: The Thai Warrior”, efeitos visuais e uma inesperada mensagem sobre os perigos do vício nas apostas.

Sessão: Quinta-feira, 10 Setembro 2026 às 23h55 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Hope, de Na Hong-jin

Dez anos depois de “The Wailing” (exibido na edição de 2016 do MOTELX), Na Hong-jin regressa com um épico de ficção científica que competiu pela Palma de Ouro em Cannes. Na remota aldeia sul-coreana, Hope, um grupo de habitantes vê-se obrigado a enfrentar uma misteriosa criatura que surge nas montanhas, enquanto vários incêndios florestais cortam a possibilidade de comunicação com o exterior. Entre polícias, caçadores e bestas sanguinárias, a sobrevivência é um passo imprevisível numa constante corrida contra a morte. Com a presença inusitada do casal Michael Fassbender e Alicia Vikander num conjunto de personagens extravagantes, “Hope” seria o filho de um matrimónio entre “The Fast and the Furious”, “Mission: Impossible” e “Godzilla”. Terror, acção, ficção científica, comédia e muitas curvas embrulhados num espectáculo delirante de adrenalina.

Sessão: Domingo, 6 Setembro 2026 às 20h10 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

It Ends, de Alexander Ullom

Quatro amigos recém-licenciados saem de carro para uma última noite juntos antes de cada um seguir o seu caminho. Uma simples ida para comprar comida torna-se numa questão de vida ou morte quando fazem uma curva errada e ficam presos numa estrada de duas faixas que não tem fim. Dentro do seu Jeep Cherokee, o grupo esforça-se por compreender o que está a acontecer enquanto forças e ameaças sobrenaturais, progressivamente mais bizarras, surgem do lado de fora. Entre discussões, memórias e tentativas de encontrar uma saída, a simples viagem transforma-se numa espécie de limbo para uma geração que não sabe muito bem para onde está a ir. A primeira longa de Alex Ullom, “It Ends” é um híbrido de terror cósmico, comédia e road e buddy movie em que uma estrada sem fim é uma alegoria para o medo de crescer.

Sessão: Quarta-feira, 9 Setembro 2026 às 16h45 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Nameless, de Hideo Jojo

Uma câmara de vigilância regista um homicídio brutal num café, mas há um detalhe que deixa a polícia sem explicação: o assassino parece conseguir matar as vítimas sem empunhar qualquer arma. A investigação conduz os detectives até à casa do suspeito, onde encontram o cadáver ensanguentado e em decomposição de uma mulher. Quem é aquele homem? Como consegue matar sem faca ou pistola? E porque parece existir uma história muito mais sombria por detrás da sua violência? Realizado por Hideo Jojo e protagonizado por Jiro Sato, “Nameless” é um thriller psicológico com uma componente sobrenatural que transforma a investigação policial numa perseguição cada vez mais inquietante. Baseado no web-manga do próprio Sato, o filme teve passagem por Raindance e Bucheon e chegou ao Fantasia, onde foi elogiado pelo ritmo, suspense visceral e construção da personagem.

Sessão: Segunda-feira, 7 Setembro 2026 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Não Me Siga, de Eduardo Lecuona e Ximena García Lecuona

Carla quer tornar-se uma influencer paranormal e percebe que vídeos de fantasmas falsificados já não lhe estão a dar seguidores suficientes. Decide então mudar-se para o famoso edifício Transatlântico, na Cidade do México, conhecido pelas histórias sobrenaturais que o rodeiam, para finalmente conseguir conteúdo “real”. Só que, quando começa a fingir aparições, acaba por despertar uma entidade que não precisa de filtros nem efeitos especiais para assustar. À medida que os fenómenos se tornam mais violentos, Carla deixa de conseguir distinguir aquilo que encena daquilo que realmente está a acontecer. Produzido pela Blumhouse em parceria com a mexicana Maligno Gorehouse, “No Me Sigas” mistura found footage, screenlife e horror sobrenatural para satirizar a obsessão contemporânea por visibilidade digital. A primeira produção da Blumhouse inteiramente em espanhol transforma a procura por likes numa péssima forma de invocar o diabo

Sessão: Domingo, 6 Setembro 2026 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Nervous, de Abner Pastoll

Sarah e o marido Sungsoo mudam-se para uma casa isolada no campo coreano numa tentativa desesperada de salvar um casamento que está a desmoronar. Mas a nova casa esconde um estranho objecto: um disco de vinil sem qualquer identificação que, quando colocado a tocar, reproduz apenas silêncio. Depois de o ouvir, Sarah começa gradualmente a perder a capacidade de ouvir vozes masculinas. À medida que o mundo à sua volta se torna cada vez mais silencioso, a sua percepção da realidade começa também a fragmentar-se e a atenção da mulher volta-se para a misteriosa vizinha Eunbyeol. Com Sarah Bolger, Ko Asung e Sungsoo Yune, “Nervous” é um horror psicológico sobre isolamento, desejo e alienação. Realizado por Abner Pastoll, que encerrou o FrightFest em 2019 com “A Good Woman Is Hard to Find”, abriu a edição de 2026 do festival.

Sessões:
Sexta-feira, 4 Setembro 2026 às 00h10 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)
Sábado, 5 Setembro 2026 às 18h50 | Cinema São Jorge (Sala 3)

The Furious, de Kenji Tanigaki

Wang Wei, um homem mudo, vê a sua vida destruída quando a filha é raptada por uma rede de tráfico infantil. Sem poder contar com a polícia corrupta da sua cidade, une forças com Navin, um agente infiltrado que também procura desesperadamente salvar a mulher desaparecida. Juntos, atravessam um submundo de criminosos e mercenários numa missão de resgate que rapidamente se transforma numa espiral de violência imparável. Kenji Tanigaki, lendário coreógrafo de ação responsável por alguns dos maiores êxitos do cinema de artes marciais contemporâneo, entrega em “The Furious” um verdadeiro espetáculo físico: um turbilhão de corpo-a-corpo, coreografias virtuosas, acrobacias e muita carnificina. Agarrem-se bem para este “Taken” à moda de Hong Kong.

Sessão: Sexta-feira, 11 Setembro 2026 às 21h15 | Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

Chronovisor, de Jack Auen e Kevin Walker

A académica Béatrice Courte investiga a filosofia e neurociência da memória, quando se depara com um antigo escândalo: o Chronovisor, um dispositivo que o monge italiano Pellegrino Ernetti (que existiu realmente) alegou conseguir fotografar qualquer momento da história como, por exemplo, a crucificação de Cristo. O que começa por uma nota bibliográfica de rodapé torna-se uma obsessão alimentada por uma hipnótica cascata de textos, traduções e conteúdos analógicos, com cassetes de VHS e microfilmes impondo-se como relíquias assombradas do passado. Filmado num quente e penumbroso 16mm que se estende pelas bibliotecas de Nova Iorque, esta excepcional primeira obra parte de uma teoria da conspiração real para estabelecer a pesquisa enquanto portal para a historiografia, crença paranormal e repressão institucional, questionando onde os factos e as estórias começam e invocando Jorge Luis Borges e Umberto Eco.

Sessão: Quarta-feira, 9 Setembro 2026 às 19h10 | Cinema São Jorge (Sala 3)

Variations on Violence, de Zachary Aaron Nichols

Johnny, um piloto norte-americano de drones militares, e a sua irmã Mary sempre se tiveram apenas um ao outro, virando-se com pouco numa cidade rural onde vivem ainda assombrados pelo abandono infantil. Consumido pela violência que presenciou e infligiu, Johnny é arrastado por uma corrente de autodestruição, incumbindo a Mary a árdua tarefa de manter o seu frágil mundo intacto. Inspirado pelos testemunhos reais de pilotos de drones com stress pós-traumático, Nichols, antigo colaborador de Lynch, encena a culpa do protagonista como algo mais próximo da infestação do que da metáfora através de ruidosas erupções sonoras e imagens. Um golpe esparso mas devastador, é uma primeira obra feroz e formalmente ousada que permanece connosco.

Sessões:
Sábado, 5 Setembro 2026 às 00h10 | Cinema São Jorge (Sala 3)
Segunda-feira, 7 Setembro 2026 | Cinema São Jorge (Sala 3)

Possession, de Andrzej Żuławski

Berlim, pouco antes da queda do Muro. Ao regressar de viagem, Marc encontra a mulher, Anna, emocionalmente descontrolada e decidida a abandoná-lo. Consumido pelo desespero, mergulha numa espiral de obsessão e loucura. Quando descobre que Anna também terminou com o amante, inicia uma investigação que o conduz a uma verdade tão perturbadora quanto monstruosa. Inspirado pelo doloroso divórcio do próprio realizador, “Possession” transforma o colapso de uma relação num pesadelo psicológico e físico. Tendo Berlim dividida como cenário simbólico, o filme cruza o horror íntimo e a tensão política, usando o Muro como metáfora de separação e alienação. Considerada uma das obras mais radicais e enigmáticas do cinema de terror, continua a desafiar e inquietar espectadores mais de quarenta anos após a sua estreia.

Sessão: Quinta-feira, 10 Setembro 2026 às 21h30 | Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema (Sala M. Félix Ribeiro)

The Hunger, de Tony Scott

Na sua estreia na realização, Tony Scott mergulha num thriller erótico de beleza hipnótica, onde David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon formam um sombrio triângulo entre vampiros e humanos. O filme abre no lendário clube londrino Batcave, ao som de “Bela Lugosi’s Dead”, tocada ao vivo pelos próprios Bauhaus, e transforma o vampirismo numa metáfora para o desejo, a dependência e a decadência do corpo. Recebido com críticas mistas em Cannes, “The Hunger” tornou-se entretanto um filme de culto e uma cápsula de estilo dos primeiros anos 80, particularmente acarinhada pela subcultura gótica. Às portas da era da SIDA, Scott filma a imortalidade como uma promessa falhada e o corpo como território de ansiedade e declínio. Para muitos, é a obra-prima de Tony Scott, irmão de Ridley Scott.

Sessão: Quinta-feira, 10 Setembro 2026 às 19h05 | Cinema São Jorge (Sala 3)

A Teia do Gelo, de Nicolau Breyner

Jorge, um jovem ambicioso, desvia dinheiro da empresa onde trabalha na esperança de enriquecer rapidamente. Descoberto pelo patrão e convencido de que a sua vida está em risco, foge para a serra, onde um violento nevão provoca um acidente que o deixa isolado. Perdido no meio da neve, encontra uma velha casa e acredita ter finalmente encontrado refúgio. Mas naquele lugar nada é o que parece: surgem cadáveres misteriosos e sombras de facas nos corredores, ouvem-se portas que se fecham sozinhas e estranhas mulheres que aparecem durante a noite. Quando o Diabo anda à solta, tudo pode acontecer. Rodado simultaneamente em português e inglês, nasceu da ambição de Nicolau Breyner de levar o cinema português além-fronteiras. O resultado é um objecto singular, que cruza thriller, terror gótico e exploitation, com um irresistível sabor a clássico de culto.

Sessão: Quarta-feira, 9 Setembro 2026 às 22h00 | Cinema São Jorge (Sala 2)

Kung-fu à Portuguesa, de Hung-Chang Wang

O gangue de Jackal Lam e o comissário da polícia roubam um carregamento de ouro ilegal pertencente a Tiger Wong. Para recuperar o ouro e vingar-se, Tiger contrata o justiceiro Frank Chan, que rapidamente descobre que Jackal Lam poderá liderar uma rede clandestina de tráfico de armas – a violência está prestes a começar. Em Portugal, o filme estreou com o som original em mandarim, mas com legendas completamente diferentes, repletas de referências à atualidade social e política portuguesa. Os nomes das personagens foram substituídos por trocadilhos inspirados na gíria nacional, como Chan-Frado, Shin-Fli-Tico, Chun-Goso, Sha-De-Ti-Lia e Sho-Riço. O resultado foi uma sátira hilariante, promovida como “Kung-Fu à Portuguesa”, com o célebre slogan: “1001 maneiras de molhar a sopa”.

Sessão: Segunda-feira, 7 Setembro 2026 | Cinema Sâo Jorge (Sala 3)

Nekromantik, de Jörg Buttgereit

Uma das obras mais controversas do cinema de terror alemão, “Nekromantik” de Jörg Buttgereit, transforma um dos maiores tabus da humanidade numa perturbadora reflexão sobre a morte, a obsessão e a alienação. Robert trabalha numa empresa de limpeza de cenas de crime, recolhendo diariamente vestígios de violência e cadáveres. A sua ligação à morte estende-se à sua vida íntima, partilhando com a namorada, Betty, uma atração doentia por corpos em decom- posição. Sem dó nem piedade, o espectador é confrontado com a necrofilia através de imagens deliberadamente chocantes e de uma estética crua, onde o grotesco convive com a melancolia, a solidão, a marginalidade e a decomposição física, moral e emocional.

Sessão: Domingo, 6 Setembro 2026 às 21h25 | Cinema São Jorge (Sala 3)

The Fall of The House of Usher, de Roger Corman

Primeiro filme da célebre série que Roger Corman dedicou aos contos de Edgar Allan Poe, “The Fall Of The House Of Usher” (1960) marcou também o início da sua icónica colaboração com Vincent Price. Inspirado pela influência das teorias psicanalíticas de Freud no cinema de terror, Corman transformou o conto de Poe numa inquietante exploração da culpa, da decadência e da herança familiar. Quando Philip Winthrop tenta resgatar a sua noiva, Madeline Usher, da sombria mansão onde vive com o irmão Roderick, descobre uma família marcada por uma antiga maldição e uma casa que parece possuir vontade própria. Modelo para as adaptações de Poe que se seguiram, o filme tornou-se um clássico incontornável do terror gótico e do cinema fantástico norte-americano.

Sessão: Sábado, 12 Setembro 2026 às 15h00 | Cinema São Jorge (Sala 3)

Fonte: MOTELX

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Verified by MonsterInsights