Central Comics

Banda Desenhada, Cinema, Animação, TV, Videojogos

Jogos: Amnesia: Rebirth (Nintendo Switch 2) – Análise

Amnesia: Rebirth chega à Nintendo Switch 2 com horror psicológico intenso, boa atmosfera e uma narrativa pesada, apesar de alguns problemas técnicos.

Amnesia: Rebirth

Jogo: Amnesia: Rebirth
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Frictional Games
Editora: Abylight

Amnesia: Rebirth
Quando a Frictional Games lançou Amnesia: Rebirth em 2020, ficou claro que o estúdio não queria repetir apenas a fórmula de Amnesia: The Dark Descent. O medo continuava lá, claro, mas agora existia um peso emocional diferente, mais humano, mais desconfortável. A chegada desta versão à Nintendo Switch 2 acaba por ser uma segunda oportunidade para muita gente descobrir um dos survival horror narrativos mais subestimados dos últimos anos.

A história coloca-nos na pele de Tasi Trianon, uma arqueóloga francesa que acorda perdida no deserto argelino após um acidente de avião. A amnésia serve como motor narrativo, mas o jogo evita cair no cliché fácil. As memórias fragmentadas, as notas espalhadas e os pequenos detalhes ambientais constroem um mistério genuinamente inquietante. O facto de Tasi estar grávida muda completamente a dinâmica emocional da experiência. Existe um botão dedicado apenas para sentir o bebé, um pequeno detalhe de game design que transforma ansiedade em responsabilidade. O terror deixa de ser apenas sobreviver, passa a ser proteger alguém que ainda nem nasceu.

Amnesia: Rebirth

A Frictional continua mestre na criação de tensão atmosférica. Não há combate, nunca há aquela sensação de poder típica de muitos jogos do género. Aqui corre-se, esconde-se e reza-se para que a criatura não entre no armário errado. O sistema de sanidade também regressa em força, com a escuridão a distorcer som e imagem até Tasi perder completamente o controlo. O áudio é brilhante nesse aspecto, especialmente nesta versão Switch 2, onde a separação sonora e a clareza estão muito acima do que seria possível no hardware anterior da Nintendo.

Nem tudo corre de forma perfeita. Apesar do alvo dos 30 FPS ser geralmente estável, existem quebras ocasionais que tornam a movimentação algo desconfortável em certos corredores mais detalhados. Há também texturas inconsistentes, algum pop-in nos cenários exteriores e um uso estranho de dithering em várias superfícies. A ausência de suporte para o modo rato dos Joy-Con 2 parece outra oportunidade desperdiçada, sobretudo num jogo tão dependente de interacções físicas e manipulação de objectos.

Amnesia: Rebirth

Ainda assim, Amnesia: Rebirth continua a ser uma experiência absorvente, desconfortável e emocionalmente pesada da melhor forma possível. Não procura sustos baratos, prefere infiltrar-se lentamente na cabeça do jogador. E consegue.

Nota: 7,5/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Verified by MonsterInsights