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Jogos: Nioh 3 – Análise

Nioh 3 é a evolução da Team Ninja, que te convida para um mundo de exploração em open field, combate dual Samurai-Ninja e batalhas intensas contra yokai.

Nioh 3

Jogo: Nioh 3
Disponível para: PC, PlayStation 5
Versão testada: PlayStation 5
Desenvolvedora: KOEI TECMO GAMES CO., LTD., Team Ninja
Editora: KOEI TECMO GAMES CO., LTD.

Nioh 3

Se achavas que a Team Ninja podia descansar sobre os louros depois de Rise of the Ronin, o Nioh 3 existe precisamente para te provar o contrário, e fá-lo sem qualquer pudor. Isto não é uma sequel a jogar pelo seguro, é uma verdadeira evolução. És atirado para 1622 na pele de Tokugawa Takechiyo, a tentar sobreviver num Japão onde a intriga política do Período Sengoku colide de frente com um apocalipse yokai em pleno vigor. O resultado é algo estranhamente familiar, mas ao mesmo tempo eletrizante de novidade.

A maior mudança sente-se logo na estrutura de Open Field. Esquece os levels isolados. Agora exploras regiões vastas e interligadas que atravessam diferentes eras do Japão, desde as ruas urbanas tensas do Período Genna até à natureza selvagem, mergulhada em mito, de um passado antigo. O teu Guardian Spirit, Kusanagi, funciona como uma âncora temporal, guiando-te por estas paisagens habilmente entrelaçadas. Isto não é um open world só para cumprir calendário, é um design pensado para tornar a exploração genuinamente recompensadora e o mundo profundamente coerente.

Mas o verdadeiro coração do Nioh 3, aquilo que vai definir todas as tuas horas de luta, é o sistema de Duality. O jogo obriga-te a abandonar o conforto de uma única build. Em vez disso, tens de dominar dois playstyles distintos, alternando entre eles com um simples toque no R2.

Nioh 3

O Samurai Style é a base clássica do Nioh: ponderado, pesado, assente nos Ki Pulses e na sagrada trindade das stances. A nova barra de Proficiency muda tudo, permitindo-te desencadear cadeias devastadoras de Martial Arts sem custo de Ki, assim que as dominas. Depois tens o Ninja Style, o completo oposto, rápido, agressivo, focado em velocidade estonteante, esquivas etéreas (Mist Dodges) e saltos acrobáticos (Footstool Jumps), em vez dos bloqueios tradicionais. Aqui, não estás apenas a lutar contra yokai, estás a humilhá-los com estilo.

A genialidade está na sinergia entre os dois. Uma Style Switch perfeitamente cronometrada durante um Burst Attack (aquele brilho vermelho ameaçador) ativa o novo Burst Break, estilhaçando o Ki do inimigo e transformando a sua maior ofensiva na tua oportunidade para um final brutal. Isto acrescenta uma verdadeira “mental stack” a um combate que já é exigente. Encontrar o teu ritmo entre estas duas identidades, saber quando ser o rochedo imóvel e quando ser o turbilhão imparável, é onde o Nioh 3 atinge o seu high mais puro… e mais suado.

Nioh 3

E quando pensas que já te adaptaste, a Team Ninja lança-te The Crucible. Estas zonas corrompidas reescrevem as regras através de uma mecânica cruel chamada Vitality Corrosion. Sempre que sofres dano, a tua health bar máxima é permanentemente reduzida até derrotares o Yokai que está na origem da corrupção. O dilema? As Crucible Weapons. Este equipamento oferece um DPS absurdo, mas corrói-te ativamente enquanto o usas. Cada combate torna-se uma aposta de alto risco, um cálculo constante de risk-reward que te vai deixar as mãos a suar.

Entre banhos de sangue, regressas ao Eternal Rift, um hub sereno onde encontras a Blacksmith, o character creator e novos sistemas de progressão. A Onmyo Box foi expandida, permitindo agora colocar Soul Cores em posições Yin ou Yang, forçando-te a tomar decisões interessantes entre magia pura e yokai summoning. A exploração também ganha nova profundidade com as Spirit Veins, que te permitem usar o poder do Guardian Spirit para atravessar o open field de formas engenhosas.

Nioh 3

No fim de contas, Nioh 3 é uma conquista monumental, quase esmagadora. Preserva com extremo cuidado a personalização de RPG profunda e granular que os veteranos da série adoram, enquanto constrói corajosamente uma nova identidade.

Nota: 9,5/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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