Novos Trailers: Michael Jackson e Miranda Priestly aquecem a Primavera
Duas das estreias mais aguardadas da próxima Primavera acabam de ganhar novos trailers, reforçando as expectativas em torno de dois projetos muito distintos, mas igualmente carregados de peso simbólico e mediático: Michael, a ambiciosa biopic de Michael Jackson realizada por Antoine Fuqua, e O Diabo Veste Prada 2, a sequela do clássico de 2006 que regressa ao universo da moda, do poder e das transformações do jornalismo.

Quase vinte anos após o fenómeno cultural que definiu uma geração, O Diabo Veste Prada 2 regressa com praticamente todo o elenco principal e uma premissa profundamente ancorada no presente. O novo trailer, agora revelado pela 20th Century Studios, oferece um olhar mais detalhado sobre o reencontro entre Miranda Priestly (Meryl Streep) e o mundo em rápida mutação da indústria editorial.
Na sequela, Miranda continua à frente da icónica Runway Magazine, mas vê-se agora confrontada com o declínio do jornalismo impresso e a perda de relevância num ecossistema dominado pelo digital, pelas redes sociais e pelos conglomerados de luxo. O conflito central surge quando a antiga assistente Emily Charlton (Emily Blunt), agora uma poderosa executiva de um grupo de luxo com controlo sobre os orçamentos publicitários, passa a deter o poder financeiro de que Miranda desesperadamente necessita.

Anne Hathaway regressa como Andrea “Andy” Sachs, que, segundo o trailer, é contratada como nova editora de reportagens da Runway — apesar de Miranda aparentemente “não se recordar” do passado que partilharam, num jogo psicológico que o filme original tornou icónico. Stanley Tucci volta como Nigel, assim como Tracie Thoms e Tibor Feldman nos papéis de Lily e Irv.
A sequela introduz ainda um vasto novo elenco, que inclui Kenneth Branagh e Patrick Brammall como interesses românticos das personagens de Streep e Hathaway, respetivamente, além de nomes como Simone Ashley, Lucy Liu, B.J. Novak, Justin Theroux, Lady Gaga e Pauline Chalamet. Adrian Grenier, que interpretava Nate, o namorado de Andy no filme original, não regressa.

Realizado novamente por David Frankel e escrito por Aline Brosh McKenna, O Diabo Veste Prada 2 aposta num comentário mais maduro sobre poder, legado e sobrevivência profissional num mundo que já não obedece às mesmas regras de 2006. O trailer, embalado por “Vogue”, de Madonna, sublinha a autoconsciência do projeto e a sua vontade de dialogar com o presente sem renegar o passado.
Do outro lado do espectro cinematográfico, Michael apresenta-se como uma das biografias musicais mais ambiciosas da última década. Realizado por Antoine Fuqua (Dia de Treino, The Equalizer) e escrito por John Logan (Gladiador, Skyfall), o filme propõe uma viagem cinematográfica pela vida e legado de Michael Jackson, desde os tempos dos Jackson Five até à consagração como o artista mais influente da cultura pop global.

Jaafar Jackson, sobrinho do artista, assume o papel principal, numa interpretação que tem sido destacada pela semelhança física e pelo cuidado gestual.
O elenco inclui ainda Miles Teller como John Branca, advogado e conselheiro de Jackson, Colman Domingo como Joe Jackson, Nia Long como Katherine Jackson, Laura Harrier como Suzanne de Passe, Larenz Tate como Berry Gordy e Kat Graham como Diana Ross, entre outros. A produção conta com Graham King, responsável por Bohemian Rhapsody, filme que arrecadou quase mil milhões de dólares em bilheteira mundial.
Apesar de a produção ter decorrido sem grandes incidentes, Michael não tem escapado à controvérsia, sobretudo no que diz respeito à forma como o filme aborda os aspetos mais polémicos da vida pessoal do artista.

Inicialmente previsto para 2025, o filme foi adiado para 2026 e passou por refilmagens, tendo circulado rumores sobre uma possível divisão em duas partes — algo que, para já, não se confirma.
Em Portugal, Michael tem estreia marcada para 23 de abril de 2026, enquanto O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas nacionais uma semana depois, a 30 de abril de 2026, prometendo dominar a conversa cinematográfica durante toda a Primavera.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

