Jogos: Chillin’ by the Fire – Análise
Chillin’ by the Fire, da Oink Games, transforma uma ideia simples num convívio digital único, usando a câmara e o GameShare da Switch 2 para juntar amigos à volta de uma fogueira virtual.
Jogo: Chillin’ by the Fire
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Oink Games
Editora: Oink Games
A Oink Games sempre teve um talento especial para transformar premissas aparentemente simples em experiências um pouco fora da caixa. Com Chillin’ by the Fire, o estúdio aproveita as capacidades da câmara e do GameShare da consola para oferecer algo menos parecido com um jogo tradicional e mais próximo de um convívio digital à volta de uma fogueira.
O conceito é tão literal quanto parece: tu e até três amigos (graças à funcionalidade GameShare, apenas um de vocês precisa de ter o jogo) reúnem-se à volta de uma fogueira virtual. A tarefa partilhada? Mantê-la acesa. Vão explorar uma pequena clareira na floresta para recolher lenha, cortá-la em gravetos ou toros de longa duração e empilhá-los cuidadosamente na fogueira. As ferramentas incluem o esperado machado e pinças, um soprador de ar para avivar as chamas e um fornecimento infinito de marshmallows para torrar.
Embora o modo Solo ofereça um ciclo meditativo, Chillin’ by the Fire ganha vida claramente no modo multijogador. A câmara e o microfone integrados da Switch 2 permitem ver os rostos dos amigos em janelas circulares no ecrã, e o D-pad pode lançar tópicos de conversa caso o diálogo esmoreça. Também é possível gastar “pontos de campismo” em itens cosméticos, como machados decorativos, varinhas mágicas ou conjuntos de fogo de artifício.
A jogabilidade em si é minimalista, consistindo na manutenção da fogueira com ocasionais puzzles ligeiros nos modos Survival ou Challenge, onde a direção do vento e o tipo de lenha têm importância. O encanto reside na camada social, e não em mecânicas profundas. Esta é simultaneamente a força e a limitação do jogo. O estilo artístico acolhedor e os toques fantasiosos tornam-no imediatamente acessível, mas para além do ciclo da fogueira não há muito para descobrir. Áreas pequenas, movimentos de câmara lentos e a impossibilidade de remapear controlos podem frustrar alguns jogadores, enquanto empilhar toros pode ser pouco prático sem controlos de movimento. Os desbloqueáveis decorativos, embora giros, não afetam a jogabilidade.
No fundo, sinto que este jogo é ideal para quem procura uma experiência sem pressão, propícia à conversa, especialmente para amigos ou familiares à distância que queiram algo mais interativo do que uma videochamada.
Resta concluir que Chillin’ by the Fire não veio para substituir o teu jogo cooperativo favorito. Veio para oferecer um espaço acolhedor onde podes conversar, rir e torrar marshmallows sem te preocupares em ganhar ou perder.
Nota: 5,5/10
Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.






