Plataforma VOD portuguesa de filmes, lança APP para Android e iOS

A SPAMFLIX, plataforma internacional de streaming para filmes culto e outras raridades está agora também disponível em versão mobile.

As novas versões disponíveis para IOS, Android, Chromecast e AirPlay permitem o acesso ao um catálogo com mais de 70 filmes a partir de qualquer dispositivo. A aplicação pode ser descarregada na Apple Store e Google Play Store. Para assinalar o lançamento da app, a plataforma de streaming está com uma promoção até 22 de maio: os novos utilizadores terão acesso a um cupão para assistir a um filme grátis à sua escolha na altura do registo.

As Boas Maneiras

As Boas Maneiras

Ao contrário de outros serviços de streaming, a adesão à Spamflix é gratuita, não cobrando assinatura mensal: o utilizador paga apenas o aluguer do filme que quiser ver, tendo acesso ao mesmo durante 72 horas. O custo de aluguer é de três euros por filme, podendo o pagamento ser feito através de cartão de crédito ou Paypal.

Apelidada de “a Netflix dos fãs de filmes culto” pelo site Geek Spin, o catálogo da Spamflix reúne filmes raros e pouco vistos que, apesar de aclamados em festivais de filmes de autor, mas não conseguiram distribuição internacional. “Com esta aplicação, a Spamflix quer tornar catálogo de filmes e o cinema de autor de qualidade mais acessível ao público que consome cinema através dos dispositivos móveis e televisões”, diz o italo-alemão Markus Duffner e a brasileira Julia Duarte, fundadores da plataforma em 2018.

Composto por curtas e longas metragens, o catálogo da Spamflix aposta, primordialmente, na comédia negra, crime, nonsense e cinema fantástico. Para além dos títulos internacionais, a plataforma oferece filmes de culto do cinema português. Entre eles, estão a longa metragem baseada no conto de José Saramago, Embargo (2010) de António Ferreira, um programa de curtas do mesmo realizador e A Floresta das Almas Perdidas (2017), o slasher de José Pedro Lopes. As co-produções portuguesas Mate-me Por Favor (2016), The 90 Minute War (2016) e Wrong (2012) estão também acessíveis na Spamflix. A nível internacional, a Spamflix lançou recentemente os filmes portugueses, Diamantino (2018) de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes e O Filme do Bruno Aleixo (2020) dos realizadores João Moreira e Pedro Santo.

Entre os lançamentos mais recentes, estão as retrospetivas especiais dos filmes de dois grandes realizadores de culto da atualidade: o canadiano Denis Côté e o britânico Alex Cox. Com mais de 40 anos de carreira, o realizador britânico Alex Cox ficou conhecido por dois clássicos da cultura punk nos anos 80: O Clandestino (1984), que se tornou um clássico das sessões da tarde; e Sid & Nancy, O Amor Pode Matar (1986), história do baterista dos Sex Pistols e da sua namorada, protagonizado por um Gary Oldman em início de carreira. Do realizador, a Spamflix apresenta cinco filmes: o western Tombstone Rashomon (2017), o director’s cut do clássico Straight to Hell Returns (2010), a comédia sobrenatural Three Businessmen (1998), a longa de suspense Death & The Compass (1996), e policial Highway Patrolman(1991). Do canadiano Denis Côté, são seis longas metragens disponíveis: os documentários Bestiaire (2012) e Carcasses (2012); e as ficções Curling (2010), Elle veut le chaos (Ela quer o caos, 2008), Nos vies privées (As nossas vidas privadas, 2007) e Les états nordiques (Os estados nórdicos, 2005).

Outros filmes recentes em catálogo são o thriller Berberian Sound Studio, que integrou a seleção oficial do Festival de Locarno; a fantasia erótica francesa The Wild Boys, de Bertrand Mandico (estreado nacionalmente no IndieLisboa); e a comédia negra da Hungria filmada em Portugal, For Some Inexplicable Reason, de Gábor Reisz. Há ainda, programas especiais de curtas-metragens premiadas em festivais, como o canadiano Fantasia, o americano Austin Fantastic Fest e o espanhol Sitges.

A lista completa de filmes pode ser consultada no SITE.

A Spamflix é cofinanciada pelo Programa Operacional Lisboa2020 do Fundo Europeu FEDER É uma plataforma de video-on-demand de conteúdos cinematográficos autorais, numa linha editorial fortemente procurada, mas ainda de difícil acesso à comunidade internacional. O projeto envolve a internacionalização da marca nos canais mais relevantes para a sua expansão e consolidação.


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Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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