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Little Tulip, de Charyn e Boucq

Little Tulip é a prequela de New York Cannibals, lançada em Portugal também pela Ala dos Livros em 2020, ao mesmo tempo que em França, de François Boucq e do escritor Jerome Charyn.

little tulip

Little Tulip é uma história de sobrevivência e de vingança pessoal, que se desenrola ao ritmo de misteriosos assassinatos que ocorrem em Nova Iorque.

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Mas Little Tulip é, também, a história da vida de Pavel, vinte anos antes dos acontecimentos de New York Cannibals.

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Feito prisioneiro ao mesmo tempo que os seus pais, a infância de Pavel chega ao fim quando, aos sete anos de idade, descobre o inferno do Gulag. Separado dos seus, é forçado a absorver as regras que regem o seu novo universo: a violência permanente e o poderio absoluto dos chefes dos gangues.

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Convertido num temível lutador, Pavel consegue sobreviver como tatuador graças ao que aprendera com o pai e às lições do seu novo mestre de desenho. Com o decorrer dos anos, a fama de Pavel estende-se a todos os campos e o seu talento torna-se uma lenda.

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LITTLE TULIP
Uma história de Jerome Charyn
Adaptada por François Boucq
Desenho: François Boucq
Ala dos Livros
Cor: François Boucq, Alexandre Boucq
96 páginas. Cor.
Cartonado. 235 x 310 mm
Maio de 2022.
PVP: 24,00 Euros
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BIOGRAFIA DOS AUTORES:

Argumento: Jerome Charyn (1937 – )

A obra de Jerome Charyn, prolífica, impressionante e recompensada com numerosos prémios, é caracterizada por uma escrita única e por um universo fabulosamente pessoal. Impregnadas pela cidade de Nova Iorque, onde o autor nasceu em 1937, as suas obras põem em evidência uma cidade onde abundam ruas misteriosas, recantos secretos e bairros sombrios…

Originário do Bronx, Jerome Charyn conduz-nos, através de ruelas e travessas, entre desequilíbrio e caos, por zonas muitas vezes policiais e por vezes autobiográficas.

Mestre incontestado do romance policial (Blue Eyes, Marilyn the Wild, Citizen Sidel), Charyn parte em busca do “Sonho Americano” e de todos aqueles que lhe dão forma: traficantes, polícias, imigrados, políticos desonestos, almas solitárias…, contando a história dos condenados e dos proscritos da cidade que nunca dorme. Boca do Diabo, A Mulher do Mágico e Little Tulip, realizados em colaboração com François Boucq, não escapam a esta regra. Escritor humanista e talentoso, Jerome Charyn é também autor de numerosos romances (Darlin’ Bill, Metropolis, etc.), ensaios e novelas. Considerado por muitos como um dos escritores mais importantes da literatura americana contemporânea, surpreende-nos a cada obra.

Desenho: François Boucq (1955 – )

Embora tenha iniciado a sua carreira na ilustração de imprensa, com caricaturas para revistas tão conceituadas como Le Point, L’Expansion ou Privé, é na banda desenhada que François Boucq virá a ganhar notoriedade.

Da sua experiência anterior, retém o gosto acentuado por rostos expressivos e o desenho minucioso, enaltecido por um sentido excepcional de enquadramento e de “mise en scène”. Conhecido pelas suas narrativas humorísticas, nas quais o absurdo rivaliza muitas vezes com a paródia, cria o personagem Jérôme Moucherot, um agente de seguros um pouco diferente dos outros, que percorre a selva da existência com um fato leopardo.

Dotado de uma capacidade de trabalho fora do comum (chegou a desenhar duas pranchas por dia, sem nunca abdicar da qualidade que é apanágio da sua reputação), François Boucq põe facilmente de lado o humor para se dedicar a narrativas mais realistas. Adapta assim o romancista americano Charyn (A Mulher do Mágico, Boca do Diabo, Little Tulip), explora o western com Jodorowsky nas páginas de Bouncer, ou os serviços secretos do Vaticano com Sente em O Guardião. Herdeiro directo de Giraud, Boucq abriu portas no desenho realista. Ao longo dos anos, esta síntese entre caricatura e rigor, clareza e precisão, deu origem a um estilo único, que permite a Boucq revisitar todos os géneros de narrativa com a mesma vivacidade.

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