Central Comics

Banda Desenhada, Cinema, Animação, TV, Videojogos

Jogos: Rhythm Fighter – Análise

Rhythm Fighter

Rhythm Fighter chegam ao som da batida para salvar o mundo, mas será que desafinaram?

Quando falo em jogos roguelike (ou roguelite) há algo que digo sempre: é um género que está completamente cheio de opções e que começa a ficar saturado. No entanto, depois surgem jogos como este Rhythm Fighter que acabam por me por a pensar que existe aí a oportunidade de trazer coisas novas ao jogo, ou, apenas mudar alguns aspetos e revolucionar um tipo de jogo.

Rhythm Fighter

A história deste jogo é, no mínimo, engraçada: o Commander Chaos atacou o Planeta Terra e, tem como objetivo destruir a vida dos animais e vegetais. Com a sua energia negra, ele consegue transformar os vegetais em malvados capangas. Nesse momento crítico, aparece Mr. Disco que quer utilizar a sua energia brilhante para ajudar os nossos heróis e ensiná-los a derrotar o Commander Chaos e o seu poder negro. Apenas têm que seguir a batida e estão prontos para salvar o planeta.

Sim, utilizar ritmo num roguelike não é novidade, tivemos isso em Crypt of  the Necrodancer e em Cadace of Hyrule. Porém, fazer isto em 2D, com elementos de jogos de luta e com um detalhe impressionante, nunca tinha acontecido. Além disso, preparem-se para um jogo bastante complicado e em que temos que seguir ao máximo a batida, especialmente porque não é só bater. Temos de saber como nos movimentar, rolar e tentar afastarmo-nos dos inimigos. Isto enquanto criamos a nossa própria forma de jogar. No entanto, não aconselho ninguém a entrar à bruta pelo jogo dentro.

Rhythm Fighter

Graficamente, é um jogo curioso. Temos talvez as personagens mais fofas de sempre, como um coelho DJ que está sempre a ouvir música, movendo-se à batida da mesma e um pinguim explorador. E até os nossos inimigos são giros, tive até pena de bater naqueles brócolos e cenouras que se atravessaram no meu caminho. Em termos de ambientes, como vamos mudando ao longo dos níveis de áreas espalhadas pelo globo, acabam por ser todas bastante diferente. No entanto, se repetirmos várias vezes os níveis (algo que é completamente normal neste tipo de jogos, já que quando conhecemos o nosso destino, temos que voltar ao início do jogo), podemos sentir que estão a ficar um pouco cansativos os cenários. Em termos de armas, é aqui que o jogo peca. Isto porque a maioria das armas são apenas novas variações de algumas que já utilizamos anteriormente, fazendo sentir que a maioria delas não são propriamente novas.

Resta concluir que, Rhythm Fighter é um jogo novo, com algum conteúdo já visto noutros jogos. No entanto, tendo em conta que é um jogo que nos dura bastante tempo (para conseguir fazer uma corrida completa do jogo são precisas, mais ou menos, 10 a 15 horas) e poderá servir como um novo desafio para os fãs do género.

Nota Final: 8/10

Rhythm Fighter está disponível para Nintendo Switch e PC

 

Desenvolvedor: echo games

Editora: Coconut Island Games

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *