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Jogos: Marvel’s Guardians of the Galaxy – Análise

Os Guardiões da Galáxia regressam aos videojogos, mas será que este bando de bem-feitores mal intencionados vai corresponder às expectativas ou estarão aquém do desejado?

Guardians of the Galaxy

Os “heróis”(de notar as aspas) espaciais mais bem conhecidos da galáxia atravessam mais uma vez para as nossas consolas de videojogos. Desta vez acompanhamos uma nova encarnação da equipa, com o mesmo elenco do primeiro filme de James Gunn. Recém-formados no rescaldo dum enorme conflito intergaláctico, acompanhamos a equipa de Peter Quill(pelos olhos do mesmo) no inicio da sua carreira. A missão é simples, alcançar uma reputação digna do nome que escolheram: importunar malfeitores, manter boas relações com os agentes da lei, travar nova alianças, tudo isto enquanto ouvimos boa música, explodimos inimigos, e claro, salvamos a galáxia!

Guardians of the Galaxy

O jogo apresenta-se por partes em moldes fáceis de compreender, o jogador salta para as botas voadoras de Star-Lord numa tradicional perspectiva de terceira pessoa. Somos prontamente introduzidos a mecânicas de interação com objetos e, ao inicio da nossa primeira missão, aprendemos que o capacete de Peter Quill, para lá de ser estiloso, concede-nos uma visão mais focada, sob um filtro vermelho que destaca em azuis e amarelos elementos do mapa de interesse ao jogador. É uma mecânica semelhante à “visão de detetive” da série Arkham, infelizmente neste “modo” alguns botões mudam de função, impendido, entre outras ações, disparar as Pistolas Elementais de Star-Lord. É bom para prevenir que o jogo seja passado todo com este filtro por cima, mas por outro lado é frustrante ser subitamente emboscado por adversários e não os conseguir atingir.

Pelo jogo fora tipicamente interagimos com os restantes guardiões em uma de duas formas: Ocasionalmente são nos dadas opções de dialogo que podem afetar o resto do jogo e, mesmo quando não o fazem, dão-nos mais falas divertidas deste sumarento jogo. Por outro lado, em combate e exploração, temos um menu dos guardiões que nos permite dar-lhes indicações ou pedir favores. Estes comandos normalmente refletem-se em ataques e manobras especiais ou facilitação e até desbloqueio da navegação respetivamente. O menu é uma ferramenta essencial na jogabilidade e, para lá de quebrar a monotonia do combate e(com a aquisição de novas habilidades) dar-nos uma sensação de concretização e evolução, ainda consegue fazer-nos sentirmo-nos como o líder dos guardiões e compreendermos melhor o papel de Peter nesta equipa. É um detalhe importante a inclusão das habilidades de Star-Lord junto ao menu principal mas sem ocupar o mesmo, de certa forma relembra-nos que o foco aqui é assegurar que os restantes personagens estão a usar as suas habilidades devidamente e promover o trabalho de grupo nessa frente. As habilidades de Quill servem, por sua vez, principalmente para assegurar a sua sobrevivência e dar-lhe mais manobrabilidade em situações de risco, os restantes Guardiões é que farão os grandes estragos e tratarão de conter os adversários mais perigosos.

Guardians of the Galaxy

Visualmente, é como jogar os filmes do MCU, é a fantasia espacial de Star Wars misturada com o argumento divertido e absurdo tão característico destes personagens.

Todos os locais visitados têm uma linguagem visual muito própria, após completar o jogo é fácil discernir em que fase do mesmo um jogador estará a partir dum único screenshot. Com isso em mente existe muita reutilização de cenários e setpieces, sempre para efeitos narrativos e sempre minimamente distintos, salvo raras exceções nas quais visualmente nada muda. Isto não é de todo um negativo, contextualizando que estas instâncias decorrem num jogo bastante completo e nunca com o intuito de o alongar indevidamente.

Por isso aconselhamos sempre a usar um bom monitor 144hz. Para usufruir de toda a qualidade visual que o jogo merece, façam também o acerto do brilho e cores, pois todo o jogo é deslumbrante.

A história principal deixa um tanto a desejar e, na segunda volta, pode até tornar-se frustrante, mas os personagens cativam-nos de tal forma que, sem darmos conta, estamos submersos nesta aventura e investidos nos personagens todos, inclusive os secundários. Tudo isto é inteiramente enaltecido pela banda sonora que, nesta fase do campeonato, já é sinónimo de “Guardiões”. As cassetes de Quill enaltecem os combates quando damos uso à mecânica de Huddle, pintam o fundo de imensas cenas, das mais mundanas às mais explosivas, e ainda são as primeiras a cumprimentar o jogador quando chegamos ao menu principal do jogo. Todas bem escolhidas, cedem ao jogo mais um grau de autenticidade, são as músicas de Peter, as memórias de infância dele, e que magnifica setlist.

PONTOS POSITIVOS:

Boa caracterização, argumento divertido, visualmente apelativo e com mecânicas divertidas e completas. A transferência de habilidades, a aquisição de habilidades e guarda-roupa para os guardiões que possa faltar, bem como os fantásticos diálogos são mais que razão a suficiente para saltar logo para o “New Game Plus” após o final dos créditos

PONTOS NEGATIVOS:

Alguns bugs visuais e mortes acidentais deixam um certo mau gosto, agravado pelos longos tempos de LOAD. O dialogo de combate começa a repetir a certo ponto, até os momentos de huddle podem ser vitima dessa repetição. Durante o New Game Plus há menos colecionáveis e a história já não tem tanto impacto, o que é perfeitamente aceitável, mas podiam haver mais opções e oportunidades para aliciar à segunda ronda.

Guardians of the Galaxy

Guardiões da Galáxia é, sem dúvida, dos melhores videojogos de Super-Heróis de 2021, se não for o melhor. Recomendo vivamente a todos os fãs dos personagens ou deste sabor de ficção cientifica que os acompanha.

Nota Final: 10/10

-Henrique V.Correia

Marvel’s Guardians of the Galaxy está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series, Xbox One, Nintendo Switch (versão Cloud) e  Microsoft Windows

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