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Jogos: Curse of the Dead Gods – Análise

Curse of the Dead Gods

O mundo dos videojogos recebe mais um roguelike, desta vez por parte da Focus Home Interactive e com o nome de Curse of the Dead Gods. Será um bom roguelike ou será mais do mesmo?

Podemos voltar a fazer esta afirmação, existem bastante roguelikes nesta geração e, até me atrevo a dizer, que são roguelikes a mais. No entanto, como é um género que dá sempre cartas, devido à sua dificuldade e à necessidade de conseguir controlar o jogo completo, entendendo todas as mecânicas e saber usá-las no momento correto, sendo que se tornam assim jogos longos e que atraem bastantes fãs. Além disso, depois vemos jogos como Hades que receberam um aclamar enorme e tornaram-se rapidamente em jogos de culto.

Curse of the Dead Gods

Curse of the Dead Gods consegue ter potencial para chegar a um nível similar ao de Hades, já que o jogo consegue agarrar-nos logo de início. Aliás, a história mal nos é contada, já que apenas vemos imagens e tenho que imaginar o que nos tentam contar, tornando-se assim num jogo sem uma história fixa e em que o potencial da imaginação de quem está do lado do comando é que toma o leme da própria história que vive. Apenas existe um tema em comum: fomos demasiados gananciosos, queríamos ser ricos e ter vida eterna, mas acabamos num templo amaldiçoado cheio de obstáculos e monstros. No entanto, morrer está fora de questão. Como a fórmula dos roguelike dita “morre, mas volta ao início, tens muito trabalho pela frente”.

No entanto, as verdadeiras maldições estão presentes ao longo do jogo. Cada vez que começamos uma corrida pelo templo a lutar contra monstros e a explorar o templo que muda a cada morte que sofremos, também iremos encontrar “corrupção” que nos atinge a cada passo que damos e, bem, nós temos que decidir se a vamos abraçar ou não já que cada maldição pode ser uma faca de dois gumes. Com o que podemos contar é com uma variedade de armas enormes, como espadas, arcos e armas de fogo para nos defendermo-nos a qualquer momento. Especialmente, quando sabemos que temos pela frente chefes capazes de nos derrotar num abrir e fechar de olhos.

Curse of the Dead Gods

Em termos de perspetiva técnica não há muito para falar. Já seria de esperar que se tratasse de um jogo de com uma perspetiva mais isométrica, mas, preparado a dar tudo. Com uns gráficos a ceder para o lado mais animado do espectro, acaba por ser surpreendente o quão negro este jogo consegue ser. Sim, as temáticas são negras, os inimigos horripilantes e a música é capaz de assustar qualquer um a certos momentos, além de ser bastante épica. No entanto, com gráficos tão animados, não sabemos muito bem o que dizer sobre esta parte, porque ficamos numa encruzilhada.

Resta concluir que, Curse of the Dead Gods é um daqueles roguelike que vai formar um pequeno culto à sua volta. Fácil de pegar, difícil de largar e ainda mais complicado de completar, facilmente torna-se um dos jogos na biblioteca de qualquer consola que vos irá fazer dizer “Só mais uma partida e desligo!”.

Nota Final: 8/10

Curse of the Dead Gods está disponível para PC, PlayStation4, Xbox One e Nintendo Switch (versão testada)

Editora: Focus Home Interactive

Desenvolvedor: Passtech Games

Agradecimentos pela chave de testes à Ecoplay

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