Jogos: Colt Canyon – Análise

Quem é que se lembra de brincar aos cowboys quando éramos mais novos, a fingir que estávamos num western qualquer com Clint Eastwood ou John Wayne? Esses tempos já vão longe, mas o conceito de vestirmos a pele de um continua bem vivo e em Colt Canyon, poderão viver a vida de um.

Ao contrário de Red Dead Redemption, uma experiência mais realista, em Colt Canyon controlamos um cowboy por vários mapas aleatoriamente criados pelo sistema, em busca do nosso parceiro raptado. Com um sistema rogue-like e uma única vida, sem oportunidade de gravar o progresso, é importante saber buscar munições e preservar a saúde que vamos tendo ao logo do jogo. Uma vez mortos, teremos que recomeçar do inicio, com mapas diferentes e com ele, desafios diferentes.

Munidos de um revolver, podemos eventualmente ter acesso a outras armas que os inimigos mortos largam no chão, como pistolas ou caçadeiras, estas últimas úteis em tiroteios mais intensos, onde somos rodeados de pessoas que nos querem matar, sobretudo nos níveis armadilha, que aparecem quando menos esperamos e força-nos a improvisar com o que temos. Também podemos usar dinamite, para aqueles momentos mais explosivos.

O seu charme 2D pixalizado e o seu ritmo rápido, os cenários diferentes oferecem diferentes abordagens a como chegar ao outro lado do nível para avançarmos, com a sua dificuldade a ser dependente de como o jogo dispõe os seus elementos, seja como o mapa é percorrido, ou a posição e o número de inimigos que nos esperam.

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Explorar os mapas, que podem ser relativamente grandes, como super apertados, permite coleccionar balas para os confrontos que estarão para vir, correndo sempre o risco de algo acontecer enquanto destruímos potes e caixas. Por outro lado, podemos igualmente correr para o nível seguinte, improvisando à medida que encontramos pessoas para matar, esperando pelo melhor, enquanto que a cada nova jogada, aprendemos algo novo, sem que haja uma forma correcta ou errada de jogar.

Os confrontos com os Bosses são desafiantes e requerem uma atenção extra, mas de modo geral, é um jogo que pode ser jogado de forma relaxada, ainda que possa ter momentos enervantes. Existe também um enorme valor de repetir o jogo diversas vezes, à medida que vamos desbloqueando novas armas de origem e personagens, que podem facilitar ou dificultar a nossa próxima jornada.

Com isto, Colt Canyon é um jogo divertidíssimo que merece ser jogado muitas vezes, prezando pela múltiplas formas que pode ser jogado, provando que a viagem pode ser mais interessante que o destino, enquanto nos dá prazer em ser o pistoleiro mais mortífero dos desfiladeiros de tom sépia.

Nota Final: 7/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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