Jogos: Análise – Vigil: The Longest Night

Jogo de estreia da Glass Heart Games, Vigil: The Longest Night é um RPG de ação que foi buscar inspiração à série Castlevania e a Salt and Sanctuary, misturando-a com elementos de combate que fazem lembrar Dark Souls. O jogador terá de saltar entre plataformas, colecionar loot e desvendar segredos, ao mesmo tempo que melhora as armas à disposição através do inventário muito bem composto.

Em teoria, parece uma combinação perfeita. O combate desafiante de Dark Souls e a atmosfera opressiva de Castlevania teriam tudo para dar certo. Só existe um senão: pese embora a dificuldade extrema dos jogos da série Dark Souls, as inúmeras mortes não obrigam o jogador a recuar até ao local da última gravação, como acontece aqui, onde se perde todos os itens e muita da vontade de voltar a percorrer longos trechos do nível, o que leva a uma frustração extrema. Os controlos são bastante intuitivos, como seria de esperar num jogo com elementos hack’n’slash, mas tudo se torna demasiado repetitivo e a sucessão de inimigos e bosses com que nos vamos deparando deixa qualquer um com os cabelos em pé.

O grande problema de Vigil: The Longest Night é mesmo o pouco interesse que o jogo desperta. A história é completamente batida, com banalidades vistas inúmeras vezes em qualquer fantasia medieval, faltando identidade própria. Em suma, apesar dos visuais pintados à mão muito bonitos, nomeadamente os cenários, e muitas opções para melhorar a personagem, trata-se de uma cópia barata de outros jogos melhores e com enredos bem mais cativantes.

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Classificação: 4,5/10

Bernardo Serpa

Apaixonado desde sempre pela Sétima Arte e com um entusiasmo pelo gaming, que virou profissão.

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