Crítica: World’s Finest #1

World's Finest #1 - CoverEste primeiro número de World’s Finest é a continuação de Earth 2, já aqui analisada. O argumento está a cargo do experiente Paul Levitz, o mesmo que foi chefe máximo da DC Comics entre 2002-2009. Este senhor já fez de tudo na DC, menos arte, sendo por isso um dos melhores guionistas e editores de BD da atualidade. Portanto, quando parti para World’s Finest as expectativas iam bastante altas. [fbshare]

Durante a batalha contra Apokalips decorrida em Earth 2, Huntress (Robin) e Power Girl (Super Girl) caiem num buraco temporal, que as leva para outro mundo. Neste novo mundo onde caíram Huntress e Power Girl, que assume-se como Karen Starr, têm como objetivo voltarem para o seu antigo mundo. World’s Finest começa 5 anos depois dos acontecimentos de Earth 2. Sendo o primeiro número da série, Levitz preocupou-se nas primeiras páginas em explicar-nos o que motiva as duas heroína, e que com que tipo de personagens podemos contar, já que serão Huntress e Power Girl que vão ter de chamar leitores à BD.

Huntress parece ter mantido a sua identidade, continuando a combater o mal no tempo do livre. Por outro lado Power Girl mudou o nome para Karen Starr, o mesmo nome de uma gigante industrial, que serve de fachada para fazer pesquisas e investigações para que seja descoberta uma maneira das duas personagens regressarem a Earth 2.

O argumento chama-nos à atenção e mantem-nos despertos a tempo inteiro. É, no entanto, nos flashbacks que Levitz tem de trabalhar melhor. Este é o primeiro número de uma BD e tem demasiadas referencias a Earth 2. O nome Robin e Huntress é usado vezes sem conta separadamente, quando os dois nomes referem-se à mesma pessoa. E se o argumento já nos obriga a algum exercício para percebermos o que se está a passar, não precisamos de trocas de nomes constantes para se referir a uma só pessoa.

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previews O Lobo Mau

A arte está encarregue a George Pérez e Kevin Maguire. O primeiro dispensa apresentações. É o homem que devolveu o brilho aos Vingadores na década de 80 na Marvel. Do Quarteto-Fantástico na Marvel a Super-Homem na DC, este senhor já desenhou tudo. Por isso, nesta série continuamos a contar com os seus desenhos altamente detalhados e realisticamente ilustrados. Não se esperava menos de Pérez, que fez aqui em World’s Finest uma prancha de uma explosão de um laboratório uma cena de outro mundo. Maguire já desenhou também para as duas gigantes norte americanas, desde o Capitão América, hpassando pelo Batman e acabando nos X-Men. Em World’s Finest, Maguire é o responsável por desenhar os flashbacks da BD, de maneira a explicar o que aconteceu em Earth 2 para estarem agora naquele ponto. Não é um artista tão detalhado como Pérez, mas emprega maior emoção nas personagens do que este último. Um trabalho excelentemente colorido por Rosemary Cheetham.

Sendo Levitz quem é, World’s Finest é uma história a acompanhar, desde que o flashbacks diminuam, tal como a troca de nomes nos personagens, além da referencia a Earth 2. Foi demasiada coisa para assimilar, tornando-se difícil perceber World’s Finest sem ler Earth 2.

7.5/10

MG

As primeiras 6 páginas:
World's Finest #1 - page 1 Preview World's Finest #1 - page 2 and 3 Preview World's Finest #1 - page 4 Preview World's Finest #1 - page 5 Preview World's Finest #1 - page 6 Preview

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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