Crítica – Rambo: A Última Batalha (2019)

Rambo, o veterano da guerra do Vietname protagonizado por Sylvester Stallone, volta para uma nova aventura em que a guerra chega às portas de sua casa. Mas será Rambo: A Última Batalha o filme ideal para fechar a história que nos é contada desde 1982?

Passado onze anos depois de Rambo (2008), John Rambo vive tranquilamente a sua vida como proprietário da fazenda de cavalos que o seu pai possuía, na companhia de Maria (Adriana Barraza), uma velha amiga que sempre viveu naquele local e de Gabriela (Yvette Monreal), que a personagem de Stallone considera como a filha que nunca teve. É quando Gabriela decide ir ao México para se encontrar com o seu pai, que a tinha abandonado, que a mesma é apanhada por uma rede de prostituição. Tal rapto acaba por levar Rambo ao México para a salvar e é aqui que a ação típica da saga começa.

 No entanto, convém ter em conta que Rambo: A Última Batalha, aproxima-se mais facilmente de Rambo: A Fúria do Herói (no seu título original First Blood) do que dos restantes filmes da saga. Isto porque, na realidade o que temos presente é um drama familiar onde existe um veterano de guerra capaz de assassinar um batalhão de criminosos. E, os problemas que envolvem o filme também começam aqui.

A realidade é que, mesmo com interpretações fortes de Stallone e, principalmente do vilão Hugo Martinez, protagonizado por Sergio Peris-Mencheta, o “sumo” da história leva a que história, que é realizada por Adrian Grunbreg e escrita pelo próprio Stallone e Matthew Cirulnick, seja um conto de vingança com mensagens racistas e estereótipos do que os americanos vêm nos mexicanos.

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 Além disso, tal como dito anteriormente, existe uma aproximação ao primeiro filme da saga (aqui, continuamos a ter uma personagem principal perturbada pelo trauma que reteve na guerra) mas, ao mesmo tempo, o último terço é um “piscar de olho” ao que assistimos nos restantes filmes. Portanto, se o objetivo do leitor é ver cabeças a rebentarem, corpos a serem mutilados e chacina desmedida, terá que esperar até ao último ato do filme onde verá Rambo no seu esplendor.

É, no entanto, necessário referir que, numa década em que temos filmes como John Wick em que não existe praticamente nenhum corte durante as sequências de ação, neste Rambo: A Última Batalha é possível ver imensos cortes, mesmo que alguns brindem o espectador com mortes fantásticas. Por fim, existe uma cena fantástica protagonizada por Rambo e o seu fiel arco que mostra que um pedacinho da personagem vista anteriormente ainda se mantém ali.

Resta concluir que, Rambo: A Última Batalha é um filme nostálgico, que qualquer fã da saga que preze deve assistir, mas com várias falhas e problemas em termos de história, levando a que este filme seja uma despedida agridoce da personagem por parte de Stallone.

Nota final: 5/10

Rambo: A Última Batalha estreia a 26 de setembro nas salas de cinema portuguesas

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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