Cinema: Crítica – “Insidious: A Última Chave” (2018)

Existem certas sagas cinematográficas que, à medida que vão adicionando capítulos à sua história, nunca chegam a perder ritmo nem “alma”.

Caso disso são os filmes de Missão Impossível ou de James Bond, que podem obter certas percalços pelo caminho, mas cada filme tem o seu contributo a dar e sente-se o coração forte a bombear adrenalina e curiosidade para a audiência.

Insidious: A Última ChavePorém, existem outros universos de cinema que começam fortes mas que, à medida que o tempo passa, perdem o seu rumo e devaneiam-se em labirintos pouco originais. É neste tipo de sagas que “Insidious: A Última Chave” se insere.

O primeiro capítulo desta saga (intitulado somente de “Insidious”) estreou no meio do ano de 2010 e arrebatou com todas as pessoas que tiveram coragem de o ver. Foi um filme silencioso, que não entrou no ano de forma explosiva no box office, mas que tem vindo a cimentar o seu lugar como um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos. Devido ao facto de ter abordado o tema demoníaco de modo pouco mainstream mas afectivo, foi um filme que se entranhou nos espectadores e deixou imagens visuais que ainda assaltam os pesadelos de muitos.

Mas tudo o que é bom não dura para sempre. 7 anos depois do primeiro filme sai a quarta película desta saga que, de capítulo a capítulo, tem vindo a roubar menos sustos e gritos. Neste momento, este consagra-se como o pior filme desta saga.

Desta vez, a parapsicóloga Elise Rainer é contactada para realizar um trabalho que a obriga a regressar à casa onde cresceu. Aí, ela enfrenta os seus antigos demónios para poder sobreviver.

Insidious: A Última Chave

Jump scares que não causam um único arrepio na espinha, um argumento que parece ter sido escrito à própria da hora em que se gravava e uma direcção sem qualquer lado apelativo para nos deslumbrar – o que é demasiado “batido” nos filmes de terror enraizou neste filme de tal modo que nem parece que se trata do mesmo universo que os seus precedentes. A única chama que brilha aos nossos olhos é a performance da sempre excelente Lin Shaye como “Elise Rainier” e a química com os seus parceiros de crime, Angus Simpson, que interpreta “Tucker”, e Leigh Whanell, o nervoso “Specs”.

“There´s something here. Do you feel it?” pergunta “Elise” a meio do filme. E a minha resposta seria – “Não, minha cara. Sinceramente, I don´t feel it at all.”

2/5

João Borrega


Comic Con Portugal: Mais do mesmo só que pior?

  Crítica: The Promised Neverland vol. 1 e 2 (mangá)

You may also like...

2 Responses

  1. Não conheço essa saga, é difícil filmes de terror manterem a qualidade, o melhor exemplo que temos é Jogos Mortais.

  2. André Soares diz:

    Depois de assistir inúmeras vezes os filmes anteriores tenho até vergonha de este filme de “Insidious”, pertencer a esta cronologia. Este filme saí completamente do universo sombrio e misterioso da série e aparece como um filler um complemento para dizerem que lançaram um filme. Na parte final, (alerta de spoiler) se repararmos bem até os próprios realizadores sabiam que tinham feito um trabalho desastroso, trazendo memórias do primeiro filme tentando arranjar à força conexão aos outros filmes. Como fã estou completamente desapontado com este argumento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *