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Cinema: Crítica – Velocidade Furiosa X (2023)

A saga Velocidade Furiosa (Velozes & Furiosos, no Brasil) chega finalmente ao décimo filme. É uma posição invejável, algo que começou apenas como uma homenagem moderna de Ruptura Explosiva mas com carros. Também conseguiu receber uma anotação honrosa quando consultamos uma referência sobre “família” em qualquer dicionário no mundo. De uma forma séria, seriam muitos poucos os franchises capazes de manter as audiências entusiasmadas durante tanto tempo, e o inicio do fim leva-nos na viagem mundial que é Velocidade Furiosa X.



Voltando atrás ao quinto filme, aquele que termina com o roubo de um cofre cheio de dinheiro pertencente a Hernan Reyes, o mau da fita interpretado obviamente por Joaquim de Almeida – que entretanto jurou participar com papéis mais simpáticos. Acontece que durante o assalto, o seu filho, Dante (Jason Momoa), sobreviveu ao ataque, e demorou cinco filmes até poder concretizar a sua vingança e nada o vai impedir até ter aquilo que mais quer. Cabe assim a Dominic Toretto (Vin Diesel) e ao resto da família dele, sobreviverem ao derradeiro inimigo.

Velocidade Furiosa X (FastX), Antestreia VIP em Matosinhos com Daniela Melchior


Se as notícias do inicio de produção tremido deste filme possam causar alguma desconfiança, devido à saída de Justin Lin, é de notar a forma que o realizador francês Louis Leterrier conseguiu manter a consistência visual dos outros filmes, ainda que já ela é muito homogeneizada. Felizmente, todas as cenas que envolvam algum tipo de perseguição automóvel são minimamente emocionantes, e pensadas na maior forma de entretenimento, mesmo quando são fortemente exageradas. A magia furiosa está em alta neste filme, mas não se expande para além disso.


Juntar todas as personagens que os filmes foram coleccionado nas últimas duas décadas e pouco, enquanto introduz tantas outras, como Tess (Brie Larson), a filha de Mr. Nobody, que está desaparecido; e Isabel (Daniela Melchior), uma street racer com uma ligação ao passado de Torretto. São adições que vão oferecendo algum tipo de novidade à série, mas desejávamos tivessem maior impacto. Por outro lado, Dante é capaz de o mais interessante deste conjunto, com a sua personalidade caótica e niilista, um absoluto oposto de o que é Toretto, algo que acaba por funcionar muito bem.

Velocidade Furiosa X (FastX), em ScreenX

Desta vez, a tournée mundial passa por Portugal, com uma visita por Almada e às autoestradas do Douro, onde finalmente temos um destaque merecido ao nosso país, para além de ser o fundo de uma das cenas mais importantes do filme.


Olhando de forma comparativa, este filme tinha tudo para ser o equivalente de um Vingadores: Guerra do Infinito com carros; um inicio do fim digno às aventuras que nós público fomos passando ao longo dos anos, onde todos os caminhos chegaram a este ponto. Mas linha fina que separa espectáculo da emoção narrativa é distorcida em função de um filme cujo único propósito é ser o primeiro de agora, alegadamente, três actos, visto que à data deste texto, ainda não está confirmada se seguirá a ser uma trilogia.

Assim, Velocidade Furiosa X, como primeira parte, cumpre o mínimo dos mínimos para estabelecer o rumo para o fim. Contém tudo o que um filme da saga deverá ter para merecer o seu título: carros, acção e… família. Mas não nos deixa propriamente em pulgas para ver o próximo capítulo da história. Vale a borracha que queima e a destruição que deixa para trás.

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