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Cinema: Crítica – Órfã – A Origem (2022)

Em 2009, Órfã tornou-se num dos segredos mais bem guardados do terror moderno, sobre uma rapariga que é adoptada por uma família, escondendo um terrível segredo sobre a sua pessoa, sendo também uma psicopata nata. Na altura, a actriz Isabelle Fuhrman foi aplaudida pelo seu papel, e assim se gerou um culto à volta da obra. Mais de uma década depois, e algumas peripécias na vida real, Fuhrman regressa ao papel de Esther em Órfã – A Origem.

Dois anos antes dos eventos de Órfã, conhecemos a rapariga ainda na sua estadia no hospital psiquiátrico na Estonia, conseguindo fugir, encarando a vida de uma jovem norte-americana desaparecida. Agora nos Estados Unidos, com a sua nova família rica, Esther tem que viver a mentira, mas há algo mais do que vemos quando uma reviravolta inesperada muda o plano da vigarista.

Órfã – A Origem tinha tudo para ser uma prequela que nos apresenta alguns do eventos falados no filme de 2009, eventos esses que não tínhamos particularmente curiosidade em ver desenrolar no grande ecrã, sendo que na altura aparentavam ser meramente para fins contextuais perante a personagem psicopata. Mas o facto é que foi possível agarrar nisso tudo e expandir de uma forma orgânica tudo aquilo que pensávamos saber não só sobre a personagem, mas também o universo do qual ela integra.

O facto de ser um filme cujas regras se baseiam na realidade, afastando qualquer ideia de sobrenatural, faz com que o medo à espreita seja constante, até que dada altura estamos a torcer por Esther, por mais estranho que pareça. Considerando a confusão que a mesma se meteu, o desenrolar desta história acaba por entreter mais que o esperado, fruto de ousar ser um filme diferente, que sabe que tem que não só mudar expectativas, como excedê-las, algo que faz com um sucesso moderado.

O regresso de Fuhrman mais de uma década depois, naturalmente requer algum talento físico para voltar a vestir a personagem. Sem qualquer recurso a CGI, foi possível a actriz voltar a ser assustadoramente incrível, como se 13 anos não tivessem passado, e deixar-nos novamente com uma actuação impressionante. Para melhor ou pior, o restante elenco, e as suas respectivas personagens, cumprem pouco mais que o mínimo expectável, num filme onde haveria muito pouco para correr mal.

Assim, Órfã – A Origem é um dos filmes de terror mais divertidos do ano, surpreendendo novamente com reviravoltas impressionantes e uma personagem principal absolutamente odiável, juntando tudo aquilo que queríamos ver nesta prequela, oferecendo novos detalhes sobre o mito à volta de Esther. Mais que isso, este filme serve como uma boa oportunidade para ver ou rever o filme de 2009, que não merece ser esquecido no meio de muitos da sua era.

Nota Final: 7/10

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