Cinema: Crítica – Maléfica: Mestre do Mal

 

Primeiramente, devemos ter em conta que Maléfica: Mestre do Mal é definitivamente a forma como se deve fazer uma sequela. Uma boa história, sólida de si e, mesmo que algumas personagens tenham transitado do filme anterior, continua a existir um desenvolvimento de personagens repartido por todos.

O tiro de partida para a história contada por este filme é dado pelo pedido de casamento por parte do Príncipe Philiph (que neste filme é interpretado por Harris Dickinson e não por Brenton Thwaites) a Aurora (Elle Fanning a dar cartas como uma atriz fantástica). No entanto, ao contrário dos pais do noivo (Michelle Pfeiffer e Robert Lindsay), Maleficent (Angelina Jolie novamente a ser o grande destaque do filme, em termos de personagens) não acha grande piada à ideia. E é a partir deste momento que se começa a desenrolar toda uma história.

 

E se Angelina Jolie continua a fazer um papel fantástico como Maleficent, a “bruxa má”, que não é assim tão má quanto aparenta, o papel de Michelle Pfeiffer, que neste filme trás uma Queen Ingrith com segundas intenções é algo de genial. A forma como rouba as cenas em que participa e encara logo a sua personagem de frente, mostrando que tem algo a esconder faz com que esta seja talvez das personagens mais odiáveis em cinema, mas por bons motivos.

Mas, o grande destaque deste filme terá que ser entregue ao visual do filme. Se consegue ser um filme negro, consegue também ser um filme colorido com visuais soberbos e com a magia a que a Disney nos habituou desde sempre. Ver a floresta que se estende pelo reino de Moors no grande ecrã é algo imperdível e que faz qualquer um ficar de boca aberta. E, se falamos da floresta, também é necessário falar dos seus habitantes, os seres mais bem tratados deste filme. É impressionante o facto de vermos árvores andantes, fadas e até um ouriço-cacheiro chamado Pinto, que é um esplendor de reprodução. Além de que, toda a caracterização da personagem de Jolie é perfeita.

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Por fim, dar um pouco de destaque aos momentos cómicos do filme em que temos várias variantes, como a comédia negra por parte de Maleficent e a comédia non-sense protagonizada pelo povo da floresta, que trazem uma forma diferente de abordar o filme. Os comentários das fadas são hilariantes diga-se de passagem.

Resta concluir que, sim, Maléfica: Mestre do Mal é uma sequela fantástica com que a Disney nos brindou, onde melhorou em vários aspetos comparativamente ao filme anterior e, onde existem momentos realmente interessantes e que entretém o espectador durante as quase duas horas que a película dura. Esperemos que voltem a aproveitar da doçura de Aurora e do lado mais negro de Maleficent para criar novas histórias.

Nota final: 7/10

 

Maléfica: Meste do Mal estreia a 17 de outubro nas salas portuguesas

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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