«Caderno de Memórias Coloniais» sai agora em romance gráfico
A Editorial Caminho vai publicar a novela gráfica Caderno de Memórias Coloniais, adaptação da obra de Isabela Figueiredo com ilustrações de Júlia Barata. O lançamento oficial acontece no dia 9 de junho, mas a primeira apresentação decorre já a 31 de maio, às 19h00, na Praça LeYa, durante a Feira do Livro de Lisboa.
A sessão contará com uma conversa entre Isabela Figueiredo e Alice Geirinhas. A autora marcará também presença numa sessão de autógrafos no sábado, às 16h00.
Dez anos após a publicação original pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa agora numa nova edição em formato de novela gráfica. A adaptação mantém o caráter provocador e reflexivo da obra original, abordando de forma direta temas como o colonialismo português em Moçambique, o racismo e a memória histórica.
Com ilustrações de Júlia Barata, esta nova edição revisita as memórias de infância de Isabela Figueiredo e a complexa relação com o pai, expondo simultaneamente feridas históricas que continuam presentes no debate contemporâneo.
A narrativa confronta o leitor com questões ligadas à identidade, ao legado colonial e à forma como as sociedades escolhem recordar ou silenciar determinados episódios históricos. Num contexto atual em que a memória coletiva é frequentemente alvo de revisões e disputas ideológicas, a obra assume uma posição crítica e profundamente pessoal.
Originalmente publicado em 2009, Caderno de Memórias Coloniais tornou-se uma das obras portuguesas mais debatidas da última década. A escrita autobiográfica de Isabela Figueiredo destacou-se pela frontalidade com que aborda o colonialismo português e as experiências vividas em Moçambique antes da independência.
A adaptação para novela gráfica procura agora ampliar essa dimensão emocional e visual através do trabalho artístico de Júlia Barata, cuja abordagem reforça a intensidade dos temas explorados no livro.
Isabela Figueiredo
Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, atual Maputo, em 1963. Filha de portugueses oriundos da região Centro-Oeste de Portugal, mudou-se para Portugal após a independência de Moçambique, em 1975.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta.
Ao longo da sua carreira trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde coordenou o suplemento DN Jovem. Mais tarde exerceu funções como professora de português no ensino secundário.
Entre as suas obras mais conhecidas encontram-se Conto É Como Quem Diz, A Gorda e Um Cão no Meio do Caminho. Caderno de Memórias Coloniais alcançou reconhecimento nacional e internacional, tendo a edição francesa sido finalista do Prémio Femina Estrangeiro.
Os seus livros encontram-se publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Espanha e Brasil.
Júlia Barata
Júlia Barata nasceu em Portugal, cresceu em Moçambique até 1988 e reside atualmente em Buenos Aires. É arquiteta e autora de banda desenhada.
Ao longo da sua carreira publicou diversas novelas gráficas em Portugal, Argentina e Espanha, sendo reconhecida pelo seu estilo visual expressivo e pela abordagem sensível de temas históricos e sociais.
Detalhes da edição
- Título: Caderno de Memórias Coloniais
Formato: Novela gráfica
Autora: Isabela Figueiredo
Ilustrações: Júlia Barata
Editora: Editorial Caminho
Data de lançamento: 9 de junho
Apresentação: 31 de maio, 19h00, Praça LeYa, Feira do Livro de Lisboa
ISBN: 9789722134217
PVP: 21,90€
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Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.





