BD: Crítica – Constantine #1

Constantine #1Na ressaca do recomeço do Universo da DC, a editora decidiu mudar um dos títulos mais conhecidos da Vertigo para completar esta nova linha “The New 52”: John Constantine/Hellblazer.[fbshare]

Esta personagem já tinha aparecido em títulos como Justice League Dark ou Animal Man, mas a estratégia foi mais longe e já era de esperar que mais cedo ou mais tarde a DC apostasse em lançar uma série a solo. Para isso, incubiu Jeff Lemire e Ray Fawkes para se encarregarem do argumento e chamaram Renato Guedes para tratar da arte.

Constantine #1Admito que, sem sequer ler ou saber nada sobre como seria esta nova série, o “alarme” soou quando ouvi o nome de Jeff Lemire: este argumentista é um dos meus favoritos desta nova leva e tem quase que uma mão de Midas, em cada coisa que toca acaba por se tornar num sucesso, de tal forma que o trabalho dele replica-se noutras séries da DC.

Neste primeiro issue não se perde tempo a explicar a personagem: já se pressupõe que quem vai pegar nesta série conheça um pouco quem é John Constantine. É por isso natural que partam logo para a acção  Seguimos Constantine desde Nova Iorque até à Noruega, país que detém pistas para um artefacto perigoso que este tem de encontrar. No entanto não é o único à procura, tendo de enfrentar uma feiticeira chamada Sargon.

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Constantine #1Para inaugurar, parece-me que os argumentistas escolheram o caminho certo. São páginas que conseguem aliar alguma filosofia de como a mente e personalidade de Constantine funcionam a páginas cheias de ação e repletas de excelentes pormenores. Não conheço bem o estilo de Ray Fawkes e, dos dois, parece-me o menos experiente na área, portanto acredito que muito do estilo “carnal” aplicado, bem cru, tenha sido mais responsabilidade de Jeff Lemire.

Já Renato Guedes, que já tinha tido algumas experiências com uma personagem bem exigente como Wolverine, consegue responder bem a cada vinheta pedida. Tem um certo toque surreal que combina bem com o ambiente místico e estranho que esta série merece.

Constantine #1Marcelo Maiolo parece matar um pouco os pormenores deliciosos de Renato Guedes. O estilo meio à “Scanner Darkly” (filme de Richard Linklater que estiliza filmagens reais) não me parece adequado.

Gostava de vos poder dar uma comparação com a série antiga e talvez esta crítica fosse bem mais útil. No entanto, entendam que esta tem como base uma “tábua rasa”, pois só li histórias soltas da série anterior, logo não vos posso dizer se vai desiludir os fãs do antigo Hellblazer.

Constantine #1O que vos posso dizer é que é definitivamente uma série a seguir, não só porque a personagem é imensamente rica, mas que as pessoas escolhidas para a guiarem parecem-me as acertadas.

Classificação: 8/10

Miguel Peres

previews O Lobo Mau

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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