BD: Análises Rápidas: Ms. Marvel vol. 1, Cemitério dos Sonhos e “Flash War”

Cemitério dos Sonhos

Cemitério de SonhosPara estar a escrever sobre um livro que já tem 2 anos, já conseguem perceber o quão atrasado eu estou nas minhas leituras. Ok, ok, eu também só o tenho desde Março deste ano, mas ainda assim não é desculpa.
No geral, Cemitério dos Sonhos é um belo esforço do autor Miguel Peres. Numa trama algo psicadélica, seguimos a busca de Dre – um homem banal com uma vida enfadonha – pelos sonhos perdidos e novas oportunidades de corrigir o que fez de errado no seu passado. Num mundo bizarro, seguimos no seu subconsciente os seus receios e arrependimentos passados e, ao os enfrentar, que frutos que pode colher para o futuro.
Peres faz-se acompanhar por quatro belíssimos artistas brasileiros, que ilustram as várias fases do enredo. Mas apesar da bonita arte de todos, acaba por tornar o álbum menos consistente do que se tivesse apenas um desenhador.

Argumento: Miguel Peres
Arte: Marília Feldues, Cinthia Fujii, Rodrigo Martins e Rômulo de Oliveira
Editor: Bicho Carpinteiro
Argumento: 8
Arte: 7,5
Legendagem: 5
Encadernação: 6 (capa mole, formato A5 aprox.)
Veredicto Final: 7

“Flash War”

Este foi o grande evento Flash de 2018. O Wally West original esteve perdido na speed force desde a ocorrência conhecida por Flashpoint, durante toda a fase “New 52” e só regressou agora pela fase Rebirth. Aos poucos Wally vem recuperando a consciência da sua vida passada, de Linda sua esposa, dos seus dois filhos Jai e Iris. Se Linda continua viva neste novo universo (apesar de não estar casada com Wally) já Jai e Iris simplesmente não existem. Isto é, até Zoom revelar que também eles estão presos na speed force. A partir daí, Wally só tem um pensamento: libertá-los! Mas Barry acha muito perigoso e tenta impedi-lo. Entre Wally, Barry e Hunter Zolomon (Zoom) , vemos ao longo das (demasiadas) páginas da saga, uma vertiginosa batalha.
”Flash War” percorre os comics Flash Annual #1, e Flash #46-50, com um epílogo no #51.
A ideia é interessante, mas acaba por ser longa de mais. Ao ler tudo seguido, deu-me a sensação que mais de metade da trama foi Wally a ir atrás de Zolomon e dos seus filhos, e Barry atrás dele para tentar impedi-lo. Muitas páginas para pouca história, o que me acabou por decepcionar face as expectativas criadas.

  BEEP BOOP #3 - Lançamento

Argumento: Joshua Williamson
Arte: Christian Duce Fernandez, Howard Porter, Scott Kolins
Editor: DC Comics
Argumento: 6,5
Arte: 7
Veredicto Final: 6,5

 

Ms. Marvel Vol. 1: Fora do Normal

MS. MARVEL vol. 1: FORA DO NORMALA nova Ms. Marvel apareceu em Portugal nas revistas da Goody, inserida em equipas de super-heróis, mas foi a G.Floy quem quis arriscar em ter um álbum a solo dela. O álbum que conta a sua origem. Bom, risco é como quem diz. Um livro que ganha prémios Hugo e o de Angoulême à partida será sempre bom. A Marvel tem aderido, nos últimos anos, a um movimento que defende a variedade racial, a igualdade entre os géneros, e a oriental sexual, etc. Exemplos como a Thor (Jane Foster), o Capitão América negro (Sam Wilson), o Homem-Aranha Miles Morales, ou o assumir da homossexualidade do Homem de Gelo dos X-Men, são apenas alguns de muitas outras acções. Mas, talvez, em vez de alterar o status quo de personagens antigas de forma a poder encaixar nesses parâmetros, porque não criar novas personagens para dar essa variedade tão desejada? Porque não teria o impacto desejado. O “choque” que a Marvel acha necessário para impulsionar as vendas.
Assim, não é de estranhar que a nova Ms. Marvel seja uma jovem muçulmana de 16 anos.
O argumento de G. Willow Wilson ganha muitos pontos ao conseguir desenvolver uma personagem credível que quer conciliar a vida de herói com as restrições que a sua família e religião acarreta. No entanto, a BD podia ser uma totalmente nova super-heroina, sem precisar de usar o título de “Ms. Marvel”, que ia dar ao mesmo resultado.

Argumento: G. Willow Wilson
Arte: Adrian Alphona
Editor: G.Floy Studio
Argumento: 8
Arte: 7
Legendagem: 6
Encadernação: 9 (capa dura, formato Deluxe)
Veredicto Final: 8

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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