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Análises: PowerSlave Exhumed, Splash Cars e outros

Hoje trazemos-vos uma ronda de análise de jogos, destaando PowerSlave ExhumedSplash Cars, entre outros. 

The Dead Tree of Ranchiuna

The Dead Tree of Ranchiuna é uma proposta intrigante, onde controlamos Andrei, um homem que após graduar na universidade, regressa à vila onde cresceu. O mistério chega com este walking simulator – essencialmente a personagem só caminha – enquanto descobrimos a verdade sobre a amizade deixada para trás.

À medida que exploramos o mundo que nos é apresentado, é revelado pouco-a-pouco toda uma narrativa bem pensada e planeada, onde interagimos com visões do passado, animais e um cenário incrivelmente detalhado. No meio de tanta beleza virtual, é possível admirar o mundo construído por Tonguc Bodur, criador do jogo.

A combinação de visuais e uma banda sonora de arrepiar, garantem alguns momentos de tensão, ao qual a simplicidade dos controlos e da interação deixa-nos frequentemente desconfortáveis e algo impotentes para qualquer perigo, pelo menos durante alguns momentos, antes de percebermos que tudo acontece por uma razão. A narrativa demonstra estar bem pensada, com revelações a ocorrem a bom ritmo, mantendo-nos agarrados até ao último segundo.

Com isto, The Dead Tree of Ranchiuna mostra ser mais que um mero jogo, mas uma experiência visual e narrativa, com muito mistério à mistura, capaz de nos agarrar durante algumas horas.

Nota Final: 8/10

Disponível para Xbox One, Xbox Series X|S (versão testada), Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.

Splash Cars

O conceito de Splash Cars é simples: controlamos um carro numa cidade a preto e branco, e à medida que conduzimos, vai ganhando cor, com o objectivo de pintar a maior percentagem da cidade possível enquanto temos gasolina. É um tipo de jogo que parece adaptado de uma versão mobile, mas é nesta sua simplicidade que o desafio se torna desafiante.

À medida que vamos concluindo os mapas, vamos ganhando moedas, podendo comprar carros melhores, mais rápidos, ou com maior capacidade de gasolina. O grande objectivo: comprar o tanque, capaz de pintar um mapa inteiro com a maior das facilidades, com ajuda do canhão. Os mapas, à medida que vão ficando maiores, também se vão tornando mais desafiantes. Felizmente, vamos também desbloqueando diversos power-ups, desde ímans, que nos ajudam a apanhar moedas e outros itens, a camuflagem em forma de carro da polícia, perfeito para fugir dos carros chatos que nos perseguem.

Os modelos dos veículos assemelham-se a carros muito queridos, e é sempre divertido voltar a mapas mais antigos tentar chegar aos 100% cumpridos. O modo multijogador também permite juntar-nos com amigos à conquista da cidade. No entanto, Splash Cars é melhor apreciado em sessões curtas e descontraídas, devido à sua natureza repetitiva, perfeito aquelas partidas rápidas nos intervalos.

Nota Final: 7/10

Disponível para Xbox One, Xbox Series X|S (versão testada), Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5.

PowerSlave Exhumed

A história e influência de de DOOM, lançado originalmente em 1993, é mais que conhecida pelos fãs de videojogos, acabando por trazer uma série de jogos do mesmo género, com cenários diferentes. A tecnologia também foi ela melhorada e a Lobotomy Soft lançou na Sega Saturn e em MS-DOS PowerSlave, um jogo que na sua versão PC partilhava o mesmo motor de jogo 3D com Duke Nukem 3D e Quake. Ainda que não atingisse o mesmo estatuto que outros jogos, Powerslave foi sempre considerado um dos segredos melhor guardados da sua era.

Com a moda das remasterizações para hardware moderno, a Nightdive Studios traz de volta um First-Person Shooter clássico, PowerSlave Exhumed, numa versão melhorada, para que todos possam ter uma nova oportunidade de experimentar.

PowerSlave sempre marcou pela diferença; o design dos mapas obrigam o jogador a revisitar algumas áreas e aceder a locais que não podiam anteriormente, à medida que vão apanhando novas armas e artefactos. Os inimigos tendem ser um bocadinho mais duros que habitualmente esperado, mas faz parte do desafio. Para quem começa o jogo com apenas uma espada e, passadas umas horas, tem armas de fogo mais pesadas para enfrentar o perigo, nada mau!

Nesta aventura, somos confrontados com dezenas de monstros para eliminar e objectos para colecionar, com o ritmo a aumentar à medida que vamos visitando novos locais, ou revisitar outros com novos artefactos e aceder a espaços, e inimigos, que não podíamos confrontar antes. Quem sabe, se atrás de alguma das portas não estará uma super-arma ou um boss. Tudo é possível.

Até nos tornarmos na derradeira arma do deserto, há toda uma jornada para nos aventurarmos, fazer grandes descobertas e monstros para enfrentar, com novos gráficos e uma jogabilidade clássica que se mantém mais relevante que nunca, tendo aqui uma oportunidade de brilhar como nunca.

Nota Final: 9/10

Disponível para Xbox One, Xbox Series X|S (versão testada), Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.

Quest For Infamy

Os queridos anos 90, onde os jogos de computador vinham em caixas gigantes e coloridas. Lá dentro, disquetes ou CDs – este último considerado tecnologia de ponta – com horas de entretenimento interactivo, ao vivo e com algumas cores num monitor que hoje parece um microondas. Se perguntarem a algumas pessoas, essas dirão que são os “bons velhos tempos”. Mas a comodidade da internet permite descarregar jogos a velocidade luz e o processo é um bocadinho diferente hoje.

É ao apostar na nostalgia que Quest for Infamy traz-nos as memórias desses clássicos às consolas modernas, oito anos depois do seu lançamento original no PC. Logo no ecrã de inicio, é como se fosse uma viagem no tempo. Desde do ícones pixelizados, à banda sonora, à forma que navegamos pelo menu e começa o subsequente prólogo, absolutamente tudo faz sentido. É perfeito para quem viveu nesta era dos videojogos e dar uma oportunidade a um novo público de passar pelo menos, ainda que duma outra forma. Afinal, o jogo é descarregado e longe vão os tempos que o CD era o suporte preferido.

Podendo jogar como personagens diferentes, como bandoleiro, ladino ou feiticeiro, todos elementos de um RPG clássico estão presentes, à medida que somos brindados com uma narrativa repleta de detalhes históricos, com muito para ler e digerir. Também há momentos com mais acção, através de mini-jogos onde temos que cumprir um objectivo. Este pode ir a combater com outra personagem, a explorar locais misteriosos.

E muito existe para explorar em Quest for Infamy. Ao fazer progresso na história, existe um enorme reportório de personagens para interagir e sítios para visitar, proporcionando largas horas de entretenimento. Também é de tirar o chapéu toda a dobragem de vozes, todos com as suas vozes únicas e cativantes, sendo um dos seus grandes valores de produção.

Com a possibilidade de passar a história com habilidades diferentes, o jogo tem também um grande valor de repetição, podendo a história variar perante as vossas escolhas e talentos. Apesar disto tudo, este port para consolas apenas peca pela jogabilidade algo estranha ao utilizar o comando, requerendo alguma habituação por parte do jogador.

Assim, Quest for Infamy é uma das surpresas do ano, sobretudo se não tiveram oportunidade de o jogar no seu lançamento original!

Nota Final: 9/10

Disponível para Xbox One, Xbox Series X|S (versão testada), Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.

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