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Análise: Monstros Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore

Os Segredos de Dumbledore serão finalmente desvendados aqui no Central Comics!

Após “Os Crimes de Grindelwald”, o vilão continua a sua demanda por conquistar o mundo. Cabe a Newt Scamander e aos seus amigos impedir estes planos malévolos e salvar o mundo mágico.

Monstros Fantásticos: Os Segredos de DumbledoreE afinal a verdadeira magia aqui no meio seria falar sobre este filme sem mencionar os que o precedem.

O mundo mágico de J.K. Rowling continua a crescer com cada novo filme lançado, no entanto, o sentimento que transmite é de crescimento “para os lados” e não para cima. Não são histórias essenciais para o aproveitamento do franchise, pelo contrário chegam a confundir mais a cronologia ou até deturpar algumas das regras previamente impostas neste universo literário.

O filme começa por justificar o título. O Albus Dumbledore de Jude Law continua a ser um dos pontos altos do elenco, na sua representação conseguimos ver os traços e maneirismos de Michael Gambon que o precedeu na personagem. Em primeiro plano temos ainda o nosso protagonista, Newt Scamander interpretado por Eddie Redmayne, que nesta sua terceira aventura continua a demonstrar-nos o golpe de génio que foi escolher esta personagem para liderar uma nova corrente de spin-offs.

Ao seu lado temos ainda uma menção especial para Dan Fogler no papel de Jacob, o bondoso e divertido Muggle continua a ser o coração destes novos filmes, e Fogler interpreta este “peixe fora de água” no mundo mágico de forma espirituosa e cativante.

Ezra Miller regressa no papel de Credence para fechar o arco do personagem após as revelações do capítulo anterior, que permanece dinâmico e profundo. Richard Coyle entra para o elenco no papel de Abeforth Dumbledore neste regresso do personagem ao cinema. O argumento aprofunda-o mais, dando muito mais dimensão ao irmão secreto do diretor de Hogwarts.

Monstros Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore

A Queenie de Alison Sudol, a Bunty de Victoria Yeates e o Theseus de Callum Turner voltam com cada vez mais protagonismo. Temos ainda o regresso de William Nadylam como Yusuf Kama, mais uma vez pouco utilizado, e a chegada de Jessica Williams no papel da professora Eulalie Hicks.

Por fim, o elefante mágico na proverbial sala chama-se Mads Mikkelsen. Após as alegações menos felizes apontadas a Johnny Depp, este foi substituído no papel do principal vilão da nova saga. Esta situação deu a sua polémica na altura, mas os problemas que causa são mais profundos do que parecem.

A verdade é que gosto muito de Mikkelsen neste papel, ele dá mais credibilidade, maldade e um carisma muito diferente e mais sombrio a Grindelwald, mais reminiscente do personagem como nos foi apresentado em “Os Talismãs da Morte”. Depp construíra um vilão demasiado lunático e moderno a meu ver, o Grindelwald de Mikkelsen é mais súbtil, a sua aura malévola é nascida das suas acções e atitudes muito mais do que da sua aparência.

O filme propriamente dito é confuso, para não dizer atabalhoado. No seu esforço por completar os arcos suspensos e desenvolver o mundo, damos de caras com uns quantos twists menos divertidos e um ou outro momento comparável a gaffe do quão mal pensado ou executado foi.

Mas os diálogos compensam, nomeadamente os de Albus, este continua a ser o ponto forte da obra de Rowling. Claro que o filme é pontuado por metáforas manhosas, no entanto, também traz muitos efeitos bem conseguidos e feitiços criativos para os olhos mais gulosos do público.

Nesse aspeto, Yates continua a entregar visuais extremamente imaginativos, mas insiste em acompanhá-los com planos mal iluminados ou, mais flagrante ainda, insossos.

E tudo isto resulta em mais da mesma confusão. Para quem anda a gostar destes filmes, não vejo como não recomendar, mas para quem já franziu o sobrolho ou torceu o nariz ao segundo, talvez este não seja o melhor plano de fim-de-semana.

Classificação: 5/10

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