Análise: Ghost of Tsushima (Playstation 4)

Preparados para salvar a ilha de Tsushima da invasão dos mongóis? Eis a nossa análise a Ghost of Tsushima, o novo exclusivo da Playstation 4 que será lançado no dia 17 de julho.

Desenvolvido pelo estúdio americano Sucker Punch Productions (Infamous, Sly Cooper), Ghost of Tsushima traz-nos a emocionante jornada do samurai Jin Sakai que terá de salvar o que resta da sua ilha após a terrível invasão dos mongóis. Jin é forçado a sacrificar as suas tradições e recorrer a métodos convencionais, forjando a lenda do Fantasma que aterrorizará o mais cruel dos inimigos.

Nesta experiência com uma cariz constantemente cinematográfica, a proximidade emocional com o nosso protagonista é imediata ao vivermos a guerra contra a invasão dos mongóis. Num misto inicial entre flashbacks da sua vida de aprendiz de samurai com o seu tio Lord Shimura e a sua recente derrota, os jogadores irão aprender vários métodos de combate para salvar o seu tio, a sua ilha e muitos mais obstáculos que irão surgir pelo caminho.

Dividido entre longos atos, são várias as missões (intituladas de Tales) espalhadas por este mundo aberto, no qual os jogadores têm a total liberdade de escolher o ritmo a que querem avançar ou até mesmo fazer outras e regressar mais tarde para a mesma. Existem três tipo de Tales ao longo do jogo, as principais da jornada de Jin, as Tales secundárias e as Mythic Tales, cujas serão inevitavelmente as favoritas da maioria dos jogadores em que ficarão a conhecer lendas locais, ilustradas através de uma belíssima animação e com as melhores recompensas quando completas, seja a nível de técnicas de combate novas, como equipamento.

Por consequência, o combate merece sem dúvida o título de épico. Inicialmente, a troca entre técnicas parece demasiado complexo devido à enorme variedade à nossa disposição, como por exemplo as 4 posturas de samurai em que cada uma funciona melhor dependendo do tipo de arma do inimigo. Contudo, é gratificante e recompensador quando finalmente apanhamos o ritmo e conseguimos finalmente sentirmo-nos como um verdadeiro samurai, ou, neste caso, um fantasma, dependendo do modo como cada jogador quiser intervir nos vários campos de mongóis espalhados pelo mapa.

Estilo visual White & Black disponível

É relevante mencionar que para além das Tales, existem ainda dezenas de obstáculos que encontraremos enquanto cavalgamos por Tsushima e que nos permitem habituarmo-nos ainda mais ao combate de Jin. Além disto, quando finalmente achamos que somos verdadeiros mestres em cada detalhe técnico e que parece que a jornada está a terminar, o jogo surpreende-nos e mostra-nos que ainda temos muito mais para fazer neste longo mundo aberto.

Contudo, apesar de Ghost of Tsushima ser altamente violento é sem dúvida também relaxante devido à mentalidade de Jin em que questiona constantemente os seus atos, o seu passado e a lenda que está a criar através dos métodos que quebram as suas tradições, mas também pela música de IIan Eshkeri e Shigeru Umebayashi e pelo ambiente imersivo e lindíssimo que vivemos acompanhados pelo nosso maior aliado, o nosso cavalo, do qual os jogadores têm a opção de escolher o nome. Ao seu lado, teremos de cavalgar enquanto não é possível fazer fast travel para as regiões não exploradas, mas na minha experiência, nunca se tornou cansativo e é encantadora a interações entre os dois.

Sem muitas revelações, existem várias recompensas, artefactos, objetos, perseguições e mini-missões ao longo de Tsushima que nos permitem ficar cada vez mais forte e tornam esta experiência oriental imersiva. Além disto, o jogo é altamente pormenorizado, seja nas Tales secundárias que apesar de por vezes serem semelhantes a nível técnico, têm sempre o seu contexto narrativo que as tornam mais pessoais e nos fazem sentir como o Fantasma que está a salvar a sua terra e a sua população. Além disto, os NPCs reagem à nossa chegada com uma vénia ou simples falas que estão afetadas pelo avanço na história do jogo (o mesmo acontece com os civis que resgatamos nas estradas de Tsushima).

A única incoveniência talvez seja a impossibilidade de saltar os diálogos das missões mais simples ou esperarmos uns segundos para que passem os planos com os títulos das Tales de modo a podermos começar imediatamente esta ou avançar para outra, no entanto, são sempre diferentes, criativos e relembráveis. Além disto, a nível cinematográfico, os planos gerais durante diálogos entre personagens são por vezes demasiado longos, mas é obviamente uma forma de podermos apreciar os belíssimos locais de Tsushima. Porém, nada disto perturba de qualquer formas o percurso do jogador e servem para tornar a experiência mais relaxadora e preparar-nos para o que vem daí.

Jogado numa Playstation 4, a performance foi sempre impressionante e demonstra-nos a enorme capacidade audiovisual a que esta geração chegou e até os próprios jogadores por vezes se irão distrair e divertir-se com o complexo modo de fotografia que o jogo oferece.

Modo de Fotografia

Em suma, Ghost of Tsushima é uma belíssima experiência audiovisual com um sistema de combate fresco, criativo e dezenas de horas nesta emocionante jornada do caminho do Fantasma.

Classificação final: 9/10


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  Cinema - Crítica: A Nota Perfeita

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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