Análise: Bright Memory (Xbox Series X|S)

Com a chegada da nova geração de consolas, eis que encontramos Bright Memory, um port vindo do PC directamente para a nova Xbox Series X|S, desenvolvido por FYQD Studio, um estúdio composto por apenas uma pessoa. Esta menção é importante, porque à vista, Bright Memory é tão visualmente incrível, que é impossível ficar indiferente à forma que o jogo é mostrado.

Neste relativamente curto episódio piloto de algo muito maior, que virá em 2021, na forma de Bright Memory Infinite; encaramos Sheila, uma agente da Science Research Organization, com a missão de impedir uma organização militar privada de um artefacto capaz de ressuscitar os mortos. Durante a missão, Sheila não terá que apenas combater os soldados mercenários, como diversos monstros místicos, incluindo um Deus da Guerra.

Vejam 12 primeiros minutos do jogo, num gameplay Central Comics!

A maior primeira impressão que fica de Bright Memory é como este agarra em elementos de vários jogos de acção, desde aos tiroteios frenéticos de DOOM, à acção monstruosa de Monster Hunter, passando pela narrativa que cruza Final Fantasy e Metal Gear Solid. No entanto, nem tudo resulta tão bem quanto aparenta.

Debaixo dos seus gráficos fenomenal, utilizando o Unreal Engine 4, Bright Memory esconde alguns problemas de jogabilidade, havendo muito espaço para melhoramento. Desde de movimentos estranhamente robóticos, à sensibilidade inconsistente do axis Y e axis X, sobretudo quando entramos e saímos do modo de mira das armas, é por vezes frustrante ter que fazer essa gerência, ao mesmo tempo que estamos a ser atacados por inimigos mortais. Nem a habilidade de fuga, semelhante ao que é usado em DOOM Eternal, é capaz de salvar o jogador, podendo em algum momento traí-lo.

No entanto, a escolha limitada de armas, entre uma carabina de assalto, uma caçadeira e uma pistola, provam a versatilidade em como podemos mais rapidamente eliminar inimigos, ao qual se juntam alguns extras como o EMP e a Light Sword, dão um gosto único à sua receita, indo mais além de que momentos de combate fúteis, com cada monstro a servir como um desafio que só esse é capaz de oferecer.

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Embora a narrativa necessite de um pouco mais de contexto, a verdade é que estamos mais atentos ao grafismo e a disparar, mas que é algo que certamente será interessante abordar com a chegada da versão final do jogo em Bright Memory Infinite.

Talvez o mais estranho são os menus, necessitando de uma optimização e simplificação urgente. Como esperado, a Xbox Series X|S são consolas poderosíssimas, equiparadas aos ditos computadores de gaming. Dito isto, é de coçar a cabeça que encontramos um menu de grafismo detalhado, com inúmeras opções, muitas delas que serão desconhecidas ao jogador de consola mais comum ou casual, estes que esperam fugir das opções complicadas. Ainda que os jogadores mais astutos possam apreciar ter a possibilidade de fazer este tipo de ajustes gráficos mais avançados, este não deveria ser por defeito, com o jogo a oferecer a sua melhor versão logo de inicio.

Assim, Bright Memory é realmente um excelente episódio piloto, que ronda 1h de jogo, e que é algo que poderá tomar proporções gigantes, com as melhorias certas e a inclusão de novos jogadores à procura de uma nova aventura. O caminho até Bright Memory Infinite ainda é longo, mas somos optimistas perante o seu futuro lançamento, onde podemos experiênciar por completo tudo o que FYQD desenvolveu.

Nota Final: 6.5/10

Bright Memory está disponível para Xbox Series X|S (versão testada na Series X) e PC (Steam) (GOG).

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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