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Análise | The Witcher 3: Wild Hunt Remastered – Uma nova vida para um clássico

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered leva o RPG da CD Projekt RED às consolas modernas com visuais renovados, melhor desempenho e novas opções de controlo.

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered

Jogo: The Witcher 3: Wild Hunt Remastered
Disponível para: PC, PlayStation 4, PlayStation 5,Nintendo Switch 2, Xbox One, Xbox Series
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: CD PROJEKT RED
Editora: CD PROJEKT RED

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered chega às consolas modernas com uma ambição clara. Falando agora na Nintendo Switch 2, pegar numa conversão que já parecia impossível e transformá-la numa versão portátil que faça justiça ao RPG da CD Projekt RED. O resultado é, na prática, uma das melhores formas de jogar The Witcher 3 numa consola portátil, e o facto de a atualização ser gratuita para quem já tinha a versão original da Switch torna a proposta ainda mais difícil de ignorar.

A diferença visual é o primeiro murro no estômago. A vegetação, que na Switch original foi brutalmente reduzida, regressa com uma densidade que muda por completo a leitura do mundo. Florestas, campos e aldeias parecem mais vivos, enquanto os modelos de personagens e as texturas deixam de transmitir aquela imagem enevoada que marcava a versão anterior. A nova iluminação, o contraste mais forte e o tone mapper renovado recuperam melhor o ambiente sombrio de The Witcher 3, sobretudo em interiores e zonas mais escuras. Há ainda suporte HDR pensado para tirar partido dos ecrãs OLED, embora o DLSS introduza um compromisso visível, especialmente no modo portátil, com alguma suavidade de imagem e artefactos de aliasing no cabelo e em elementos da interface.

No desempenho, não esperem uma experiência a 60 fps. A versão Switch 2 trabalha entre os 30 e os 40 fps, dependendo das definições de refrescamento da consola. Com 120 Hz ativos, aponta aos 40 fps e aceita uma resolução dinâmica mais baixa, enquanto desligar os 120 Hz favorece os 30 fps e uma imagem mais nítida. É uma solução pouco elegante, porque obriga o jogador a mexer nas definições da própria consola em vez de escolher o modo dentro do jogo.

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered

Ainda assim, o trabalho de modernização vai bastante além dos gráficos. Geralt movimenta-se de forma mais responsiva, Roach deixou de transformar cada pedra numa crise diplomática e já podemos recolher objetos a cavalo. Os comandos específicos da Switch 2 também têm graça, com gyro, controlos por movimento, rato através do Joy-Con direito e touch screen para menus, mapa e até Gwent. O HD Rumble 2 acrescenta uma boa camada de feedback e mostra como esta versão foi pensada para tirar partido do novo hardware.

O combate recebeu animações com mais peso e inimigos com comportamentos menos previsíveis, mas não ficou perfeito. O lock-on continua a ser algo desajeitado e algumas esquivas ainda parecem mais lentas do que deveriam. Já a árvore de habilidades é uma mudança mais relevante, com pré-requisitos, caminhos definidos e três níveis por habilidade, obrigando a pensar melhor na build em vez de distribuir pontos ao acaso. É mais focada e, no geral, mais satisfatória.

Há também melhorias de qualidade de vida, como saque automático de cadáveres, opções para regeneração de vida, respiração infinita e durabilidade dos itens, além de um Photo Mode reforçado, mods e cross progression. Os carregamentos melhoraram muito face à Switch original, embora continuem longe do ideal, e o atraso de cerca de um segundo ao abrir o mapa ou o menu de gravação torna-se irritante numa aventura tão longa.

The Witcher 3: Wild Hunt Remastered

No fim, The Witcher 3: Wild Hunt Remastered não reinventa a obra-prima de 2015, mas também não precisava de o fazer. Na Switch 2, corrige precisamente o maior problema da versão anterior, a falta de músculo técnico, e acrescenta melhorias que fazem sentido para uma aventura deste tamanho. Entre pequenas falhas de imagem, carregamentos e um combate que continua com algumas arestas, esta é a versão portátil definitiva de The Witcher 3. E sendo uma atualização gratuita para os proprietários da versão Switch, é praticamente uma recomendação obrigatória.

Nota: 9/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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