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Dostoiévski: O Sol Negro é o novo volume da coleção Novela Gráfica

A Levoir e o Público continuam a apostar nos grandes clássicos da literatura mundial adaptados à banda desenhada com a publicação de Dostoiévski: O Sol Negro, que chega às livrarias a 5 de junho, integrado na nona série da coleção Novela Gráfica.

Esta é a terceira obra relacionada com o universo literário de Fiódor Dostoiévski a integrar a coleção. A primeira foi O Idiota, adaptada pelo autor brasileiro André Diniz numa versão praticamente sem palavras, que encerrou a terceira série da coleção em 2017. Mais recentemente, em 2024, a oitava série apresentou Crime e Castigo, naquela que foi a primeira adaptação desta obra para banda desenhada, assinada pelo pintor francês Bastien Loukia.

Dostoiévski: O Sol Negro

A argumentista Chantal Van den Heuvel, formada em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Bruxelas, construiu uma carreira marcada pela versatilidade. Além da escrita de romances e contos infantis, desenvolveu trabalho na banda desenhada, bem como na criação de guiões para televisão e cinema.

A componente visual está a cargo de Henrik Rehr, ilustrador dinamarquês nascido em Odense. Autodidata, encontrou inspiração na tradição da banda desenhada europeia, destacando influências de autores como Jean Giraud, Hermann e Hugo Pratt. Desde o início da década de 1980 que publica regularmente trabalhos em revistas especializadas e fanzines.

Dostoiévski: O Sol Negro

Em conjunto, os dois autores oferecem uma nova perspetiva sobre a vida e a obra de Dostoiévski, explorando os conflitos internos e os dramas pessoais que marcaram a existência do escritor russo.

Epilético, jogador compulsivo, frequentemente endividado, amante desiludido, rebelde e antigo prisioneiro, Fiódor Dostoiévski manteve uma relação complexa com a sociedade do seu tempo. Crítico do capitalismo e profundamente inquieto perante as questões religiosas, passou grande parte da sua vida a refletir sobre temas existenciais.

A narrativa de Chantal Van den Heuvel, baseada numa investigação rigorosa, aliada ao traço detalhado e expressivo de Henrik Rehr, transporta os leitores para o universo psicológico do autor, revelando os seus sofrimentos, dúvidas e dilemas mais profundos.

Dostoiévski: O Sol Negro

São Petersburgo, dezembro de 1849. Fiódor Dostoiévski, com apenas 28 anos, caminha pela neve em direção ao local onde acredita que será executado. Sob o seu olhar perturbado, as ruas assumem contornos sombrios e os edifícios parecem deformar-se, esmagando o cortejo dos condenados com a sua imponência.

O pelotão de execução encontra-se preparado. Os condenados recebem capuzes sobre as cabeças e aguardam, aterrorizados, a ordem final. Os segundos parecem eternos. Enquanto espera pela morte iminente, Dostoiévski revive mentalmente os momentos mais marcantes da sua vida.

Dostoiévski: O Sol Negro

O que desconhece é que toda a execução não passa de uma encenação. No derradeiro instante, chega uma ordem imperial que altera o seu destino. A pena de morte é comutada para uma condenação aos trabalhos forçados na Sibéria, num acontecimento que marcaria para sempre a sua vida e influenciaria profundamente a sua obra literária.

Título: Dostoiévski: O Sol Negro
Preço: 16,90 €
Número de páginas: 136
Encadernação: Capa dura
Impressão: Cor
Formato: 195 x 270 mm
Tradução: José Luís Covita

Dostoiévski: O Sol Negro

Dário Mendes

Dário é um fã de cultura pop em geral mas de banda desenhada e cinema em particular. Orgulha-se de não se ter rendido (ainda) às redes sociais.

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