Novos trailers do cinema português
O cinema português está vivo, inquieto e pronto a conquistar o público com novas histórias que são promovidas através de trailers intensos, poéticos e surpreendentes. Entre margens de rios, palcos improváveis e julgamentos históricos reinventados, há três propostas que prometem marcar as próximas idas às salas nacionais.

O Massacre de Gilles de Rais, primeira longa-metragem de Juan Branco, propõe uma reflexão provocadora sobre verdade, justiça e memória histórica. Interpretado por Inês Pires Tavares e João Arrais, o filme parte da história real que inspirou a lenda de Barba Azul para construir uma narrativa contemporânea: um jovem casal, isolado do mundo, decide recriar o julgamento de uma das figuras mais controversas da história europeia. O trailer revela um ambiente austero e inquietante, cruzando passado e presente numa investigação moral intensa. Depois de passar por vários festivais internacionais, o filme estreia em Portugal a 19 de março de 2026.
O Barqueiro, de Simão Cayatte, mergulha-nos num drama humano de redenção e sacrifício. Com interpretações de Romeu Runa, Miguel Borges e Jani Zhao, o filme acompanha Joaquim, um homem recém-libertado após dezasseis anos de prisão que tenta reconstruir a relação com a filha. Para cumprir a promessa de lhe oferecer um piano, aceita um trabalho clandestino nas águas do Tejo, transportando apanhadores ilegais de amêijoa. Entre o peso do passado e a esperança de um futuro diferente, o trailer revela uma atmosfera tensa e emocional, onde cada travessia pode ser a última. A estreia está marcada para 9 de abril.
Num registo totalmente distinto, A Providência e a Guitarra, de João Nicolau, apresenta-se como uma celebração da arte, da imaginação e da liberdade criativa. Protagonizado por Pedro Inês, Clara Riedenstein e pelo músico Salvador Sobral, o filme segue dois artistas itinerantes que enfrentam as adversidades da vida com humor, música e fantasia. Entre demónios travessos, rivalidades e encontros improváveis, o trailer antecipa uma obra visualmente vibrante e emocionalmente generosa, onde o amor pela arte resiste a tudo. Com estreia prevista para 14 de maio de 2026, chega já com destaque internacional após abrir o Festival de Roterdão.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

