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Embarque aberto para o Altitude Film Fest

As candidaturas para a nova edição do Altitude Film Fest já estão abertas e voltam a colocar o cinema português nas nuvens. O festival promovido pela TAP Air Portugal prepara a sua terceira edição em 2026, trazendo como principal novidade uma categoria dedicada a estudantes de cinema.

Altitude Film Fest

Entre 1 de março e 30 de abril, realizadores de curtas-metragens podem submeter os seus trabalhos para as categorias de Ficção e Documentário. A competição mantém uma regra essencial: parte do filme deve ser rodada em território nacional ou ter como foco a cultura portuguesa. Cada candidatura tem um custo de dez euros.

O conceito continua a ser o que distingue este festival de todos os outros. Os filmes finalistas não são exibidos em salas tradicionais, mas sim a bordo dos aviões de longo curso da companhia aérea. Durante os meses de setembro e outubro, são os passageiros que assistem às obras através do sistema de entretenimento e votam nos seus favoritos. Nas duas primeiras edições, o festival recebeu mais de 400 candidaturas provenientes de 45 países e os filmes foram visualizados por mais de 60 mil passageiros.

Altitude Film Fest
“Mãe”, de Carla Miranda

Após o período de submissão, um júri especializado seleciona dez curtas de ficção e dez documentários. Destas, cinco finalistas por categoria seguem para votação a bordo. A decisão final resulta de um modelo híbrido que conjuga 60 por cento da votação dos passageiros com 40 por cento da avaliação do júri oficial, composto por personalidades ligadas ao universo dos festivais, críticos e curadores com experiência nacional e internacional.

A edição de 2026 introduz ainda a categoria especial Portugal que Inspira o Mundo, dirigida a estudantes de cinema de escolas portuguesas. Aqui, são aceites curtas até dez minutos, de ficção, documentário ou animação, que explorem a forma como Portugal continua a projetar a sua identidade além-fronteiras. O vencedor desta vertente será escolhido ao vivo na cerimónia final.


Em 2025, Entre a Terra e o Céu, de Luis Dalvan, foi o documentário mais votado no júri entre os cinco finalistas nesta categoria, enquanto o filme Mãe, de Carla Miranda, venceu o prémio Ficção.

Os prémios traduzem-se em bolsas de viagens na rede da companhia aérea. Os vencedores de Ficção e Documentário recebem 1 500 euros em viagens cada, enquanto o prémio para estudantes corresponde a mil euros. Haverá ainda distinções simbólicas para os restantes finalistas.

A cerimónia de entrega de prémios está marcada para 5 de novembro, Dia Mundial do Cinema, em Lisboa. Será o momento em que o cinema, literalmente, aterra para celebrar os filmes que mais inspiraram quem os viu a milhares de metros de altitude.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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