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Solar apresenta obras de Priscila Fernandes e Carolina Garfo

A Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, inaugura no próximo dia 20 de setembro a exposição Fanfare 2025, de Priscila Fernandes, uma nova obra em vídeo inspirada no clássico holandês Fanfare (1958), de Bert Haanstra. A mostra, patente até 8 de novembro, revisita a fictícia vila de Lagerwiede, cenário idílico de canais e pastos, agora habitada por sinais contemporâneos — entregas ao domicílio feitas por barco, turistas em pranchas de stand-up paddle — que colocam em diálogo passado e presente. Entre humor e melancolia, o filme reflete sobre a polarização política e a crise ecológica.

FANFARE 2025

A apresentação de Fanfare 2025 conta com um programa complementar em dois momentos: no Batalha Centro de Cinema, no Porto, dia 18 de setembro, às 21h15, terá lugar a estreia do filme, seguida de conversa com a artista, o diretor artístico da Solar Mário Micaelo e o investigador Andrew Snyder; já no Circular Festival de Artes Performativas, a 20 de setembro, pelas 18h00, acontece uma conversa performativa entre Fernandes e músicos da orquestra holandesa De Bergklanken. O projeto tem apoio da Mondriaan Fonds, da Solar, do Batalha Centro de Cinema e do Circular Festival.

FANFARE 2025
Fanfare 2025

Nascida em Coimbra em 1981 e radicada na Holanda, Priscila Fernandes é artista visual e educadora. A sua prática cruza instalação, pintura, fotografia e vídeo, explorando as relações entre trabalho, lazer e precariedade. O seu percurso inclui mostras em instituições como a Bienal de São Paulo, o Museu Reina Sofía e o Museu Serralves, tendo sido distinguida com o Prémio EDP Novos Artistas (2011) e o Prémio Brutus (2018).

Em paralelo, a Solar apresenta na sua CAVE a exposição Raverina, de Carolina Garfo (1993), também inaugurada a 20 de setembro, às 17h00. O vídeo mergulha nas tradições fictícias da aldeia algarvia de Alsobio, acompanhando uma artesã que restaura brinquedos sonoros em cana e descobre a lenda da Tia Raverina e as danças da chuva. Entre humor e memória, a obra reflete sobre resiliência comunitária e criatividade como formas de resistência e renovação.

Raverina

Residente em Paradela, Trás-os-Montes, Carolina Garfo desenvolve uma prática que atravessa cerâmica, performance, vídeo e experimentação sonora, com forte ligação às comunidades rurais. O seu trabalho tem sido apresentado em Portugal e no estrangeiro, em projetos colaborativos e residências artísticas.

Raverina
Raverina

As duas exposições “Fanfare 2025” e “Raverina” estarão patentes na Solar – Galeria de Arte Cinemática de 20 de setembro a 8 de novembro de 2025, reforçando a ligação da galeria ao cinema expandido e à exploração crítica de linguagens visuais contemporâneas.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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