Jogos: HELLBREAK – Análise (Early Access)
Desde do lançamento de DOOM em 1993, o FPS tornou-se num género apelativo e com milhões de possibilidades de exploração. Em tempos mais recentes, Call of Duty também popularizou um conceito interessante no seu modo de Zombies, jogado por ondas e horas de inimigos para matar e sobreviver. Em ambos casos, a sua influência foi replicada e adaptada via todo o tipo de jogos dentro do género, desde dos jogos dos grandes estúdios, como dos indies que querem vingar no seu espaço.
No caso de HELLBREAK, da desenvolvedora Perfect Random e Double Barrel Games não temos propriamente rondas, mas sim sessões onde temos que sobreviver cerca de 20 minutos, num roguelite passado numa arena, onde as hordas de inimigos diferentes vêm atrás de nós. A missão é simples: matar ou ser morto.
Disponível neste momento em Early Access, foi possível jogar o jogo logo aquando o seu lançamento inicial, tendo recebido ao longo do último mês diversas actualizações de qualidade-de-vida, que ajustam discretamente as funcionalidades do jogo, como também como os inimigos agem perante a nossa sede de sangue.
De momento estão disponíveis duas arenas, com uma terceira anunciada para breve. Poderá ser possível que eventualmente sejam incluídos ainda mais locais para explorar e estar a defrontar a multitude de monstros desta história, cada um com as suas habilidades e fraquezas, num sistema que resulta bastante bem, sobretudo numa mecânica aparentemente repetitiva.
Aliados às armas habituais – pistolas, automáticas e semi-automáticas – estão outras ofertas criativas, como uma pá, que permite violência de perto, e uma besta, para aqueles que anseiam recorrer a métodos mais primitivos. A isto se juntam mais de 140 bênções, que no fundo são upgrades temporários, que ajustam o jogo a nosso favor, ou em troca de algo, desde um aumento de uma percentagem de dano, a termos mais granadas pelo custo delas demorar o dobro do tempo a voltarem ao arsenal.
Também existem algumas missões a cumprir que desbloqueiam cristais raros, que permitem melhorar as nossas armas e habilidades pessoais, e tornamos-nos super poderosos.
Altamente desafiante, não fossem os múltiplos níveis de dificuldade, onde alguns inimigos só estão presentes nos mais difíceis, isto oferece ao jogador um enorme valor de replay, podendo ser uma excelente opção para o jogador casual, conseguindo se divertir muito no tempo suficiente de uma pausa a meio do dia.
Ainda que estando em Early Access, o jogo já tem uma base bastante sólida a demonstrar uma intenção de agarrar o público que gosta deste género de jogos, enquanto se mantém bastante acessível a novos jogadores. Ao longo do tempo, certamente que iremos poder contar com muitas melhorias, e novidades que vão explorando o potencial de HELLBREAK. Por cá, estaremos de olho!
HELLBREAK já está disponível em Early Access na Steam.
Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.




