Vídeo Jogos: Ronda de Análises #1

Apresento hoje, o primeiro artigo de análises de jogos diferenciado. Nesta ronda de análises iremos apresentar entre três a quatro jogos onde serão escritas pequenas análises sobre os mesmos. Os primeiros serão Moonlighter Between Dimensions, Bug Fables e -KLAUS-.

Moonlighter: Between Dimensions

Moonlighter Between Dimensions

Depois de um fabuloso lançamento na Nintendo Switch em 2018, eis que Moonlighter volta à consola na forma do DLC Between Dimensions.

Explicando um pouco como funciona o básico de Moonlighter, é o tradicional rogue-lite em que vamos entrando em cavernas com a nossa personagem e vamos encontrado vários itens enquanto derrotamos monstros, que depois podemos vender na nossa loja. Uma ideia que funciona muito bem.

Between Dimensions por sua vez passa-se depois dos eventos originais do jogo, quando um porto estranho abre do nada e decides explorar o mesmo. A ideia seria descobrir o porquê do portal se ter aberto e como fazer com que as coisas voltem ao normal, mas, as coisas não correm assim tão bem como aparentavam.

No fundo, o que este DLC entrega é uma espécie de post-game, ou seja, algo para fazer depois do final do jogo. Existem vários inimigos, chefes e localizações novas, mas sabe a pouco. A dificuldade também é pouco acrescida, especialmente depois de termos jogado o original já que vamos mais evoluídos do que parece e rapidamente conseguimos acabar esta expansão, fazendo com que saiba a pouco e que ao mesmo tempo nos deixe “gosto amargo na boca” por querermos mais e mais de Moonlighter.

Nota: 7/10

Moonlighter Between Dimensions está disponível para PC, PlayStation 4, Nintendo Switch (versão testada) e Xbox One

Agradecimentos à Evolve PR

Bug Fables

Bug Fables

Se há um clássico que ao longo dos anos se perdeu na esfera Nintendo foi Paper Mario. Sim, quase todas as consolas da Nintendo receberam jogos da franquia e a Nintendo Switch irá receber em Julho, Paper Mario The Origami King, mas não há nenhum que dê tanto prazer jogar como o Paper Mario original, ou até mesmo Paper Mario The Thousand Year Door. E é esse prazer que Bug Fables tenta replicar.

A narrativa de Bug Fables, por si só, já é bastante charmosa. Seguimos três personagens que vivem no Ant Kingdom, nomeadamente Vi, Kabbu e Leif e têm como missão encontrar a Everlasting Sapling que rejuvenesce quem a usa. Só o facto de juntarem logo as personagens principais no primeiro capítulo faz com que o jogo melhore por si mesmo. Não termos que esperar durante horas para encontrar o nosso parceiro e salvá-lo de uma situação clichê é simplesmente maravilho. E, a verdade é que estas personagens têm bastante conteúdo por trás deles (como a história de Leif, que por si só dava um jogo).

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A jogabilidade seria o que esperar deste tipo de jogo. Combate por turnos com muita exploração à mistura. O facto de cada personagem ter um ataque diferente e uma mecânica diferente para atacar é algo realmente interessante, mas, ao mesmo tempo acaba por nos fazer sentir um pouco aborrecidos, já que iremos utilizar a mesma tática quando nos habituarmos ao modelo de jogo. E bem, a realidade é que temos um jogo bastante longo. Para o completar demorei cerca de 25 horas e, mesmo sendo um fã de RPGs longos, senti que era o tempo perfeito.

Resta concluir que, Bug Fables é uma homenagem perfeita a Paper Mario, com personagens carismáticas e aventuras divertidas.Qualquer fã do Mario de Papel deveria experimentar nem que fosse apenas por umas horas.

Nota: 9/10

Bug Fables está disponível para PC, Nintendo Switch (versão testada), PlayStation 4 e Xbox One

Agradecimentos à Dangen Entertainment

-KLAUS-

-KLAUS-

Jogos que misturam puzzles e plataformas sempre foi algo que me encantou. Um bom exemplo é A Fold Apart que combina essa ideia da melhor forma possível e com uma história encantadora. No entanto, -KLAUS- traz uma ideia diferente, mas, ao mesmo tempo, bastante interessante.

-KLAUS- funciona como um jogo de plataformas e puzzle em 2D mas que tem em si inserida uma narrativa auto consciente, ou seja, a nossa personagem é que nos vai contando a sua história e apercebe-se da nossa presença enquanto controlamos vários dispositivos ao longo dos “níveis”, que são todos seguidos.

O facto de apenas conseguirmos controlar Klaus durante algum tempo, como a bela narrativa sobre existencialismo e outras questões filosóficas que este jogo é, torna-se um dos momentos mais interessantes do jogo. No entanto, considero um jogo bastante pequeno pois parece que apenas nos está a contar a história de Klaus, narrada pelo próprio um pouco ao estilo de The Stanley Parable mas que mesmo assim consegue-se alongar mais do que este último devido a ter uma maior componente de desafio.

Resta concluir que, -KLAUS- é uma história interessante de reflexão e que irá colocar os jogadores a pensar tanto no jogo como fora dele. Tirando a dificuldade que poderá apresentar aos jogadores e a pouco longevidade, torna-se um jogo interessante para qualquer pessoa que procure algo mais que um videojogo.

Nota: 7/10

-KLAUS- está disponível para PC, Nintendo Switch (versão testada) e PlayStation 4

Agradecimentos à La Cosa Entertainment

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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