Os Filhos de El Topo 2 – Abel

A editora Arte do Autor anunciou que irá lançar o segundo livro da série “Os Filhos de El Topo 2 – Abel” em Julho. Caim e o seu irmão reencontram-se, e enfrentam múltiplas cobiças em torno dos restos mortais da mãe.

Os Filhos de El Topo 2 - AbelOs Filhos de El Topo 2 - Abel

No caminho para reencontrar o irmão, em busca da mãe que acaba de morrer, Caim quase perde a vida nas areias movediças, acompanhado por uma jovem imprudente, perdidamente apaixonada por ele. Fascinada após a entrada dele a cavalo na igreja da aldeia, onde iria ser oferecida à comunidade religiosa, a sua inocência dá-lhe a capacidade de ver o rosto daquele que o próprio pai condenou a permanecer invisível aos olhos dos seus pares. São salvos por uma estranha comunidade que quer submeter a jovem a um ritual de violação colectiva, mas vai descobrir que a sua virgindade é mais forte que a virilidade deles. Quando os dois irmãos se reúnem, Abel transporta os despojos da mãe de ambos, que espantosamente não mostra qualquer sinal de decomposição. O seu corpo não esfriou e emana o que numerosos homens em breve vão descrever como um odor de santidade. Põem-se a caminho da sepultura de El Topo, convencidos de que a inocência dos restos que transportam lhes permitirá entrar na ilha santa. Caim pensa poder apoderar-se dos menires de ouro protegidos por um poder misterioso.

Os Filhos de El Topo 2 - AbelArgumento: Jodorowsky
Desenho: Ladrönn
Edição: Cartonada
Número de páginas: 72
Impressão:  cores
Formato: 232 x 310
Editor: Arte de Autor
ISBN:  978-989-54514-8-7
PVP: 19,50€

Alejandro Jodorowski, artista polivalente, é um dos maiores argumentistas de banda desenhada, com contribuições maiores nos géneros do fantástico e da ficção científica e na criação de universos místicos inesquecíveis.
Simultaneamente escritor, argumentista e poeta místico, Alejandro Jodorowski nasceu a 17 de fevereiro de 1929 em Iquique, uma pequena cidade chilena. Filho de emigrantes judeus russos em fuga aos pogroms. Deixou o Chile em 1951, indo para Paris. Aí frequenta os surrealistas, escreve rábulas para o Mimo Marceau e também para Maurice Chevalier. Criou o grupo Panique com Roland Topor e Fernando Arrabal, movimento artístico provocador e burlesco, em 1962.
Em 1965, Jodorowski vai viver uma dezena de anos no México. Aí roda dois filmes, El Topo e La Montagne Sacré. Lá inicia também a sua carreira de argumentista de banda desenhada, criando a personagem Anibal 5, desenhada por Manuel Moro.

Em 1978, Jodorowski e Moebius assinam juntos o seu primeiro álbum comum, Les Yeux du Chat, e é dois anos mais tarde que se lançam em Les Aventures de John Difool. Jodorowski depressa se tornará um dos mais célebres argumentistas de banda desenhada com as séries Alef-Thau (como Arno), Le Lama Blanc, o remake de Anibal 5 e Juan Solo (com Georges Bess), John Difool avant l’Incal (com Zoran Janjetov), Face de lune (com Boucq), La Caste des Méta-Barons (com Juan Gimenez), para citar apenas alguns…
Jodorowski recebeu o Alph’art de Melhor Argumento em 1996, em Angoulême, pelo primeiro volume de Juan Solo.
Criou, em 2001, a série de sucesso Bouncer, desenhada por Boucq, cujos volumes 8 e 9 são publicados pela Arte de Autor.
Em 2004, começou a aparecer, na Albin Michel e depois na Glénat, a série Borgia, desenhada por Manara. Em 2008, termina a séria Megalex, e inicia um novo ciclo de Alef-Thau, com o desenhador Marco Nizzoli.
A partir de 2010, realiza com o desenhador chinês Dongzi Liu a sua nova série Sang Royal, cujo terceiro volume apareceu em 2013.
Em Abril 2020 integralmente publicada a série Os Cavaleiros de Heliópolis, em 2 volumes duplos com desenhos de Jérémy.
José Ladronn nasceu no México, em 1967. Entre as leituras que o marcaram, cita as Fables Paniques de Jodorowsky ou o Necromicon de H.R. Giger, mas também L’Incal de Jodorowsky e Moebius (que é, para ele, uma obra mágica).
Para além da banda desenhada, consagra uma boa parte do seu tempo a uma outra paixão: a pintura. Pinta obras gigantescas, terríveis, sobrenaturais. Em 1996. começa a trabalhar para a Marvel com uma história curta de Blade. Seguir-se-ão Spiderboy, Cable, Thor, Les Quatre Fantastiques, Les Inhumains, entre muitos outros trabalhos para numerosos editores. Perdidas todas as ilusões perante o ritmo alucinante imposto pelo sistema de produção editorial norte-americano, rompe com os grandes grupos e trabalha para uma publicação independente: Hip Flask.
Durante o ano 2000, em Los Angeles, teve um encontro miraculoso como Jodorowski, de onde sairá a história curta Les Larmes d’or que apareceu no Metal Hurlant n.º 145 em 2004, mas também a realização de um sonho: retomar a personagem de John Difoo para um novo ciclo de aventuras. Renova a sua colaboração com o autor chileno, em 2008, para o ciclo Final Incal nos Humanoïdes Associés.

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António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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