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Novo álbum Astérix será lançado a 26 de outubro de 2023

Com uma nova dupla de autores: Fabcaro (argumento) junta-se a Didier Conrad (desenho) para este 40º
álbum das Aventuras de Astérix que sairá a 26 de Outubro de 2023.

As Éditions Albert René e as Edições ASA reservam a todos os leitores de Astérix, grandes e pequenos,
uma bela surpresa para 2023: um novo ábum, o 40.º, será publicado a 26 de outubro de 2023.

Astérix - Esboço

Ainda antes, recordamos que em Abril de 2023 estreia no novo filme “Astérix e Obélix: O Impédio do Meio“, sobre o qual já tínhamos noticiado aqui.

Para esta nova aventura em BD, as Éditions Albert René, Anne Goscinny e Sylvie Uderzo têm o prazer de anunciar a chegada de um novo irredutível para o argumento: Fabcaro. Acompanhado pelo talentoso Didier Conrad no desenho, a nova dupla dá assim continuação, neste álbum, à obra de René Goscinny e Albert Uderzo, geniais criadores desta saga fora de série devorada por milhões de leitores espalhados por todo o mundo

O que se passa na aldeia? O que andarão a tramar os nossos amigos gauleses?

Vejam a inevitável página inédita que serve sempre de teaser:

UM NOVO ARGUMENTISTA PARA ESTE 40.O ÁLBUM: FABCARO

Fabcaro
FABCARO © Christophe-Guibbaud

Fabrice Caro, que também assina Fabcaro, é autor de banda desenhada e romancista. De entre a sua prolífica obra iniciada em 1996, podem citar-se Le Steak haché de Damoclès (2005), La Bredoute (2007) e On est pas là pour réussir (2012). O sucesso chega em 2015 com o álbum Zaï zaï zaï zaï, que conquista o Prémio Landerneau BD «Coup de coeur», bem como o Prémio Ouest France «Quai des Bulles 2015» e muitos outros prémios.

O álbum foi adaptado em 2020 por François Desagnat. Em 2016, assina o argumento das novas aventuras de Gai-Luron, desenhadas por Pixel Vengeur (Fluide Glacial). Em 2018 é publicada uma outra obra muito notada, que mistura humor absurdo e sátira social: Moins qu’hier (plus que demain). O seu romance Le Discours (2018) foi adaptado ao cinema por Laurent Tirard em 2020. Em 2021 publica Guacamole Vaudou, um romance fotográfico humorístico que conta com a participação do comediante excêntrico Éric Judor.

Um novo irredutível e autor de talento, Fabcaro, junta-se ao desenhador Didier Conrad para conceber esta 40.ª aventura gaulesa! Uma estreia para este artista multifacetado.

Bem-vindo à aldeia! Quem é e donde vem?

Eu sou autor de BD há cerca de vinte anos e desde então já publiquei muitos livros, tanto em pequenas editoras como em algumas de maior dimensão. Vivo no sul de França, junto a Montpellier, em pleno campo, com os meus dois burros…

Porquê a BD?

É uma paixão de infância, como – creio eu – acontece com todos os autores. Sempre adorei desenhar e escrever, e desde pequeno que passava os meus dias a fazer isso mesmo. Também era um grande leitor: lia tudo o que me caía nas mãos. Nessa altura, eu sonhava vir a criar livros.

Porquê Astérix?

Eu cresci com Astérix. O primeiro que li foi O Grande Fosso, que a minha mãe me comprou no dia do lançamento. Foi tiro e queda: continuei imediatamente com O Combate dos Chefes, A Zaragata, etc., e rapidamente dei por mim a lê-los e relê-los todos vezes sem conta. Aprendi a ler com René Goscinny e a desenhar com Albert Uderzo – lembro-me que redesenhava vinhetas inteiras dos álbuns. Ao longo de toda a minha vida, reli regularmente todos os álbuns com o mesmo prazer.

Como correu a colaboração com o Editor?

Trabalhei em estreita colaboração com Céleste Surugue (diretor geral das Éditions Albert René). Conversámos bastante de forma a afinar a escrita do álbum e a assegurar que o espírito e a linguagem da série fossem bem respeitados. O seu know-how foi precioso.

Asterix

Fabrice Caro

que também assina Fabcaro, é autor de banda desenhada e romancista. De entre a sua prolífica obra iniciada em 1996, podem citar-se Le Steak haché de Damoclès (2005), La Bredoute (2007) e On est pas là pour réussir (2012). O sucesso chega em 2015 com o álbum Zaï zaï zaï zaï, que conquista o Prémio Landerneau BD «Coup de coeur», bem como o Prémio Ouest France «Quai des Bulles 2015» e muitos outros prémios.

O álbum foi adaptado em 2020 por François Desagnat. Em 2016, assina o argumento das novas aventuras de Gai-Luron, desenhadas por Pixel Vengeur (Fluide Glacial). Em 2018 é publicada uma outra obra muito notada, que mistura humor absurdo e sátira social: Moins qu’hier (plus que demain). O seu romance Le Discours (2018) foi adaptado ao cinema por Laurent Tirard em 2020. Em 2021 publica Guacamole Vaudou, um romance fotográfico humorístico que conta com a participação do comediante excêntrico Éric Judor.

O Astérix merecia Fabcaro e Fabcaro merecia o Astérix! Não é qualquer pessoa que entra no universo criado pelo meu pai e por Albert Uderzo. É preciso ter a inteligência da adaptabilidade, aceitar fundir-se com as marcas dos criadores não deixando de trazer a sua própria pedra para o edifício, neste caso, a sua dose de loucura. Aposta ganha!

– Anne Goscinny

Eu já conhecia Fabcaro, naturalmente. Ele sabe que é uma grande responsabilidade. É preciso conseguir adaptar-‑se ao universo criado por René Goscinny e pelo meu pai. Estou à espera de que o álbum fique finalizado, mas os nossos contactos foram construtivos. Um novo argumentista é também
uma forma de trazer sangue novo.

– Sylvie Uderzo

Astérix é uma obra patrimonial fora de série. Albert e Sylvie Uderzo e Anne Goscinny deram-nos a honra de no-la confiar. A nossa responsabilidade é a de continuar a dar-lhe vida, respeitando a herança e os valores dos criadores.

– Isabelle Magnac, administradora das EAR

DIDIER CONRAD

DIDIER CONRAD
DIDIER-CONRAD © Christophe-Guibbaud

Didier, como encarou este trabalho com o seu novo acólito e de que forma isso alterou os seus hábitos, relativamente à sua colaboração com Jean-Yves Ferri?

Trabalhar com o Jean-Yves é um verdadeiro prazer! Trabalhar com Fabcaro é igualmente formidável! Ambos têm uma imaginação transbordante e é um prazer imenso dar forma às suas histórias – e a próxima reserva belíssimas surpresas!

Tal como Astérix, Didier Conrad nasceu em 1959, em Marselha. A sua primeira banda desenhada, Jason, é publicada em 1978. Lança-se depois, em parceria com Yann, na animação dos cabeçalhos da revista Spirou, criando mais tarde, ainda com o mesmo argumentista, a mítica série Les Innommables. Seguem-
‑se inúmeras produções repletas de humor, como Bob Marone (1980) e, com Wilbur, L’Avatar (1984), Le Piège Malais e Donito (entre 1991 e 1996).

Em 1996 instala-se em Los Angeles para trabalhar na longa-metragem de animação O Caminho para El Dorado (que estreou nas salas de cinema em 2000), produzida pela Dreamworks SKG. Dois anos mais tarde regressa à BD para dar continuidade a Les Innommables, ao mesmo tempo que retoma a sua parceria com Wilbur em Tigresse Blanche (2005-2010), na série RAJ (2007-2010) e em Marsu Kids (2011-2012). Desenha as aventuras gaulesas desde o álbum Astérix entre os Pictos (2013).

JEAN-YVES FERRI

JEAN-YVES FERRI

JEAN-YVES-FERRI © Christophe-Guibbaud

O Jean-Yves não participa no álbum 40. Porquê?

Disse a mim próprio: «40? Gália? [em francês: Gaule]»… E isso fez-me lembrar que eu tinha já há algum tempo em banho‑maria um álbum «De Gaulle» que se passa nos anos 40 em Londres… (risos)
Desde então que estou a trabalhar nesse álbum e não pude dar ao nosso pequeno gaulês o tempo necessário para contar uma boa história, como ele merece.

Mas sei que o Fabcaro preparou uma belíssima aventura, cheia de humor e de reviravoltas. Pela minha parte, tenho ótimas ideias para as próximas aventuras.

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