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Jogos: One Piece Odyssey – Análise

O Bando do Chapéu de Palha está de volta ao mundo dos videojogos com One Piece Odyssey. Será esta a real odisseia deste grupo?

  One Piece Odyssey 

One Piece é uma franquia que mesmo parecendo que se está a esgotar aos poucos (o mangá foi lançado originalmente em 1997) mas, através de filmes, anime, uma futura série no Netflix e videojogos continua a revitalizar-se. A verdade é que os jogos de One Piece sempre foram bastante consistentes a mostrar o melhor que existe dentro da sua franquia e com adaptações bastante interessantes, com um maior destaque para a saga Pirate Warriors que eleva o combate de massas para um nível totalmente astronómico. Porém, One Piece Odyssey traz um novo género para a lista de jogos que, por norma, eram apenas de luta.

One Piece Odyssey

Odyssey é um RPG por turnos, algo que não é muito comum em jogos baseados em franquias japonesas, mas que, acaba por dar um certo encanto a todo o jogo. A história em si, por incrível que pareça, acaba por justificar bastante a escolha de género: a tripulação navegava pelo Novo Mundo até acabar por naufragar numa tempestade. Ao acordarem numa ilha tropical, Luffy apercebe-se que está sozinho e parte em busca dos seus amigos para encontrarem uma forma de escaparem da ilha. Estamos então perante uma odisseia de Luffy e dos seus amigos.

One Piece Odyssey

Inicialmente, estava um pouco de pé atrás com o facto de ser um RPG por turnos. Não encontrava forma de funcionar de forma correta, porque considerava One Piece uma franquia em que as lutas é algo estritamente necessário. No entanto, estamos na era dos piratas e se há algo mais importante que as batalhas que travamos ao lado dos nossos amigos é a exploração de novos locais por todo o globo. Explorar esta ilha paradísea é onde One Piece Odyssey brilha completamente. São ambiente verdejantes e bonitos de se ver, que não cansam o olho. Além disso, se me dissessem que isto era adaptado de um capítulo da obra original, acreditaria vivamente, pois parece que foi tudo construído ao pormenor para se enquadrar com o resto da franquia. Podemos até dizer que o combate, por muito que seja importante, torna-se algo secundário, porque o que nós queremos mesmo é explorar, mesmo que na maioria das vezes no digam o caminho a seguir.

One Piece Odyssey

No entanto, o maior problema do jogo está no facto de podermos trocar de personagem. Podemos trocar, mas a maioria das habilidades que podemos usar ao longo do jogo são do Luffy, o que leva a que seja complicado controlarmos outra personagem que não o líder da tripulação.

Por fim, o tempo de jogo é muito extenso. Para completar a história principal é necessário cerca de 30 horas, o que poderá levar a que os jogadores fiquem aborrecidos a meio porque os incentivos para continuar a jornada são muito pequenos. Além disso, a curva de dificuldade do jogo está um pouco por todo o lado, já que tão rápido é demasiado simples como de repente estamos num combate muito, mas muito difícil.

Resta concluir que One Piece Odyssey não é o jogo perfeito e está longe de o ser. No entanto, parece que a série vai por um bom caminho e uma sequela serviria para colmatar os erros desta entrada.

Nota Final: 6/10

One Piece Odyssey está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 (versão testada), PC e Xbox Series

 

Desenvolvedor: ILCA

Distribuidor: Bandai Namco

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