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Jogos: God of War Ragnarok – Análise

Kratos e Atreus regressam numa nova aventura em God of War Ragnarok. Será este o jogo que os fãs esperavam?

God of War Ragnarok  

Desde 2005 que a Sony nos brinda com as histórias de Kratos, tendo primeiramente passado pela mitologia grega. Agora, na mitologia nórdica tem a companhia de Atreus, o seu filho, que se tornou uma personagem tão importante quanto Kratos para o desenvolvimento da trama de Ragnarok.

Logo nos momentos iniciais do jogo,

de forma a mostrar o tom para todo o jogo é demonstrado, é de uma forma totalmente brutal, através da apresentação de Odin e Thor. Os momentos que passamos com estas personagens logo de início são simplesmente fabulosos e mostram que são oponentes dignos do nosso Deus da Guerra. No entanto, também é preciso ter em conta todo o arco de história de Atreus, a descoberta dos seus poderes e a sua fixação com Tyr, que poderá ajudar no evento que dá nome ao jogo, Ragnarok. Sim, o nome não está ali por um acaso, pois parte da nova aventura é passada a prepararmo-nos para o evento que é considerado o fim do mundo.

God of War Ragnarok

Graficamente, a Sony nunca desilude e mostra aqui uma competência incrível em termos de gráficos. Desde como a água fluí, até ao ponto como as cenas de filme nos são mostras. É simplesmente inacreditável o poder da PlayStation 5 que é mostrado neste jogo. No entanto, o mais fantástico ainda é o que a PlayStation 4 mostra, já que podemos assim notar uma conquista técnica, pois não era suposto a PlayStation 4 aguentar o jogo da maneira que aguenta, sem mostrar quaisquer sinais de não suportar o jogo.

God of War Ragnarok de combate,

como seria de esperar, God of War é a cereja no topo do bolo. A violência que caracteriza o jogo é completamente merecida e, ao mesmo tempo, algo gratificante de se ver. A utilização do machado Leviatã e das velinhas Lâminas do Caos, torna o jogo ainda mais divertido, tanto pela quantidade de inimigos que temos de destruir pelo caminho, como pelos quebra-cabeças que surgem e precisamos de utilizar as armas.

Comparativamente ao God of War que dá o “pontapé de saída” neste capítulo da franquia, o God of War lançado em 2018 é possível verificar que Ragnarok mostra uma evolução bastante agradável e que foge à expectativa do tradicional jogador das consolas da Sony. Desde 2013, com Last of Us, que fomos acostumados a uma espécie de modelo por parte dos jogos da companhia, eram experiências cinematográficas.

Se há algo que God of War (2018) vinca é mesmo a questão de ser uma total experiência cinematográfica de ação.

Neste caso, começamos a ver um abandono da formula, já que a certo ponto, God of War Ragnarok torna-se completamente um jogo de ação puro e duro, como os anteriores o eram nas eras da PlayStation 2 e PlayStation 3. Porém, gostava de referir que as cutscenes a que fomos assistindo ao longo do jogo são realmente uma obra-prima, já que faz com que pareça que estamos num cinema a ver uma história sobre uma guerra com deuses nórdicos.

God of War Ragnarok

Gostaria também de dar destaque à dobragem portuguesa. Ricardo Carriço como Kratos continua a ser uma presença imponente ao longo de todo o jogo, principalmente quando dá respostas vagas, ou até mesmo quando entra num ou outro momento de fúria. Além disso, todas as interações com Mimir, o seu irmão, são algo de fantástico, especialmente quando ouvimos referências a outros jogos da Sony no meio das suas perguntas.

Porém o grande destaque

vai mesmo para Diogo Morgado como Tyr. É uma voz que, se não soubesse e não me tivessem dito, numa teria reconhecido. A mestria que Diogo Morgado usa para dar vida a Tyr é algo de surpreendente e um deleite para aqueles que gostam de dobragens portuguesas. No entanto, e de certa forma aproveitando a questão das dobragens, um dos pontos que considero mais fracos ao longo do jogo é as vezes que nos dão soluções para quebra-cabeças enquanto falam para o ar. Compreendo que seja um forma de ajudar o jogador a solucionar algo que está a demorar demasiado tempo, mas, ao mesmo tempo pode tornar-se repetitivo e cansativo. E, claro está, pode tirar a sensação de dever cumprido ao jogador.

No entanto, devo dizer que God of War Ragnarok parece um jogo feito em tom de despedida. A forma como foi feito para mostrar o maior potencial de duas consolas separadas por uma geração e tendo uma história que tenta não deixar muitas pontas soltas, faz querer que seja uma entrada que tenta a todo o custo finalizar a história de Kratos na mitologia nórdica. Porém, acaba por fazer com que o jogador saboreie cada momento de jogo à espera que nunca mais acabe.

Resta concluir que, God of War Ragnarok é uma peça de mestria nas consolas PlayStation. Definitivamente um dos grandes candidatos a jogo do ano, tornando-se assim mais um título indispensável nas consolas da Sony.

Nota Final: 9/10

God of War Ragnarok está disponível para PlayStation 4 e PlayStation 5

Desenvolvedor: Santa Monica Studio

Distribudor:  Sony Interactive Entertainment

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